A efemeridade dos bens terrestres
Pois vê-se que os sábios morrem;
o estulto e o estúpido juntos perecem
e deixam a outros a sua fazenda.
O melhor resumo da vida debaixo do sol foi feito por Salomão: "Tudo é vaidade." (Eclesiastes 1:2). A vida terrena é passageira, finita e transitória. Todo esforço dedicado ao acúmulo de bens materiais perde o seu valor quando a vida chega ao fim, pois ninguém pode levar consigo qualquer riqueza para a eternidade (Eclesiastes 9:10).
O ser humano gasta a saúde trabalhando para ganhar dinheiro e, depois, gasta o dinheiro tentando recuperar a saúde. Quando somos dominados pelo desejo excessivo de adquirir bens materiais, que naturalmente se desgastam com o tempo, acabamos presos à armadilha do consumismo. Passamos a viver em uma busca incessante por mais, sem jamais experimentar verdadeira satisfação. Se não dominarmos esse impulso, corremos o risco de permitir que as riquezas ocupem o lugar que pertence somente a Deus em nosso coração (Marcos 8:36).
Na busca desenfreada pelo acúmulo de riquezas, muitas pessoas passam a confiar mais em seus bens do que em Deus. Algumas até mantêm uma aparência de fé, mas a utilizam apenas para alimentar interesses pessoais e satisfazer o próprio ego. O resultado é uma vida vazia, sem propósito, transformada em uma corrida interminável para acumular aquilo que, no fim, ficará para outros (Lucas 12:16-21).
É claro que o trabalho é um meio digno e honroso de prover o sustento e buscar uma vida melhor para si e para a família. Estudar, empreender e prosperar fazem parte dos bons recursos que Deus concede ao ser humano. As Escrituras mostram que o Senhor abençoa e cuida daqueles que andam em seus caminhos. O problema não está em trabalhar ou prosperar, mas em inverter as prioridades, colocando os bens materiais acima de Deus e esquecendo-se da eternidade.
Trabalhe. Empreenda. Prospere. Enriqueça, se essa for a bênção que Deus lhe conceder. Mas nunca se esqueça de Deus.
Deus lhe abençoe!
"Seus bens são responsáveis por noventa por cento dos seus problemas." (E. S. James)