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Rute 2

5 Depois, Boaz perguntou ao servo encarregado dos ceifeiros:

— De quem é essa moça?

6 O servo respondeu:

— Essa é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe. 7 Ela me pediu que a deixasse recolher espigas e ajuntá-las entre os feixes após os ceifeiros. Assim, ela veio e ficou aqui desde a manhã até agora. Só parou um pouco para descansar no abrigo.

8 Então Boaz disse a Rute:

— Escute, minha filha, você não precisa ir colher em outro campo, nem se afastar daqui. Fique aqui com as minhas servas. 9 Fique atenta ao campo onde forem colher e vá atrás delas. Eu dei ordem aos servos para que não toquem em você. Quando você ficar com sede, vá até as vasilhas e beba da água que os servos tiraram.

10 Então Rute se inclinou e, encostando o rosto no chão, disse a Boaz:

— Por que o senhor está me favorecendo e se importa comigo, se eu sou uma estrangeira?

11 Boaz respondeu:

— Já me contaram tudo o que você fez pela sua sogra, depois que você perdeu o marido. Sei que você deixou pai, mãe e a terra onde nasceu e veio para um povo que antes disso você não conhecia. 12 O Senhor lhe pague pelo bem que você fez. Que você receba uma grande recompensa do Senhor, Deus de Israel, sob cujas asas você veio buscar refúgio.

13 Então Rute disse:

— Meu caro senhor, você está me favorecendo muito, pois me consolou e falou ao coração desta sua serva, e eu nem mesmo sou como uma das suas servas.

14 Na hora de comer, Boaz disse a Rute:

— Venha para cá e coma do pão. Molhe o seu bocado no vinho.

Ela se sentou ao lado dos ceifeiros, e Boaz lhe deu grãos tostados de cereais. Ela comeu até ficar satisfeita, e ainda sobrou. 15 Quando ela se levantou para ir apanhar espigas, Boaz deu esta ordem aos seus servos:

— Deixem que ela apanhe espigas até no meio dos feixes e não sejam rudes com ela. 16 Tirem também algumas espigas dos feixes e deixem cair, para que ela as apanhe, e não a repreendam.

17 E assim Rute esteve apanhando espigas naquele campo até de tarde. Depois debulhou o que havia apanhado, e foi quase vinte litros de cevada. 18 Ela pegou o cereal e voltou para a cidade. E a sogra viu o quanto de cereal ela havia conseguido apanhar. Rute também deu para a sogra a comida que lhe havia sobrado, depois que ela comeu até ficar satisfeita. 19 Então Noemi perguntou:

— Onde você foi colher hoje? Onde trabalhou? Bendito seja aquele que acolheu você com tanta generosidade!

E Rute contou à sua sogra onde havia trabalhado. E acrescentou:

— O nome do homem com quem trabalhei hoje é Boaz.

20 Então Noemi disse à sua nora:

— Que ele seja abençoado pelo Senhor Deus, que não deixou de ser bondoso, nem para com os vivos nem para com os mortos.

E Noemi acrescentou:

— Esse homem é nosso parente chegado e um dos nossos resgatadores.

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