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Daniel 6

A21

Daniel na cova dos leões

1 Dario achou por bem nomear cento e vinte sátrapas para governar todo o reino 2 e designou três supervisores sobre eles, um dos quais era Daniel. Os sátrapas tinham que prestar contas a eles para que o rei não sofresse nenhuma perda. 3 Ora, Daniel se destacou tanto entre os supervisores e os sátrapas por suas grandes qualidades que o rei planejava estabelecê-lo sobre todo o reino. 4 Diante disso, os supervisores e os sátrapas procuraram motivos para acusar Daniel em sua administração governamental, mas nada conseguiram. Não puderam achar nele falta alguma, pois ele era fiel; não era negligente nem corrupto. 5 Finalmente, esses homens disseram:

— Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele.

6 Assim, os supervisores e os sátrapas, de comum acordo, foram falar com o rei:

— Ó rei Dario, vive para sempre! 7 Todos os supervisores reais, os prefeitos, os sátrapas, os conselheiros e os governadores concordaram em que o rei deve emitir um decreto e impor uma proibição, segundo a qual todo aquele que orar a qualquer deus ou a qualquer homem nos próximos trinta dias, exceto a ti, ó rei, seja atirado na cova dos leões. 8 Agora, ó rei, emite o decreto e assina-o para que não seja alterado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada.

9 Assim, o rei Dario assinou o decreto.

10 Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, cujas janelas davam para Jerusalém, e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia, ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus. 11 Então, aqueles homens foram investigar e encontraram Daniel orando, pedindo ajuda a Deus. 12 Em seguida, foram logo falar com o rei acerca do decreto real:

— Tu não publicaste um decreto segundo o qual nestes trinta dias todo aquele que orar a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, será lançado na cova dos leões?

O rei respondeu:

— O decreto está em vigor, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada.

13 Então, disseram ao rei:

— Daniel, um dos exilados de Judá, não te dá ouvidos, ó rei, nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando três vezes ao dia.

14 Quando o rei ouviu isso, ficou muito contrariado e decidiu salvar Daniel. Até o pôr do sol, fez o possível para livrá-lo.

15 Contudo, os homens lhe disseram:

— Lembra-te, ó rei, de que, segundo a lei dos medos e dos persas, nenhum decreto ou edito do rei pode ser modificado.

16 Então, o rei deu ordens, e eles trouxeram Daniel e o jogaram na cova dos leões. O rei, porém, disse a Daniel:

— Que o seu Deus, a quem você serve continuamente, o livre!

17 Taparam a cova com uma pedra, e o rei a selou com o seu anel e com os anéis dos seus nobres, para que a decisão sobre Daniel não se modificasse. 18 Tendo voltado ao palácio, o rei passou a noite sem comer e não aceitou nenhum divertimento6.18 Ou concubinas. na sua presença. Além disso, não conseguiu dormir.

19 Logo ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos leões. 20 Quando ia se aproximando da cova, gritou aflito:

— Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões?

21 Daniel respondeu:

— Ó rei, vive para sempre! 22 O meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente perante Deus. Também contra ti não cometi mal algum, ó rei.

23 O rei muito se alegrou e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando o tiraram da cova, viram que não havia nele nenhum ferimento, pois ele tinha confiado no seu Deus.

24 Então, por ordem do rei, os homens que tinham acusado Daniel foram atirados na cova dos leões, com as suas mulheres e com os seus filhos. Antes de chegarem ao fundo da cova, os leões os atacaram e despedaçaram todos os seus ossos.

25 Então, o rei Dario escreveu aos homens de todos os povos, nações e línguas de toda a terra:

"Paz e prosperidade!

26 "Faço um decreto para que em todos os domínios do império os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel.

"Pois ele é o Deus vivo

e permanece para sempre.

O seu reino não será destruído,

e o seu domínio jamais acabará.

27 Ele livra, salva

e faz sinais e maravilhas

nos céus e na terra.

Ele livrou Daniel

do poder dos leões".

28 Assim, Daniel prosperou durante os reinados de Dario e de Ciro, o persa.

Daniel na cova dos leões

1 Capítulo 6 1 Et 1.1Pareceu bem a Dario nomear no reino cento e vinte sátrapas para governar todo o reino;

2 2 Dn 3.2e, acima deles, três superiores, dos quais Daniel era um; a fim de que esses sátrapas lhes dessem conta e que o rei não sofresse dano.

3 3 Gn 41.40;Et 3.1;10.3Então o mesmo Daniel se destacou entre esses superiores e sátrapas, porque havia nele um espírito extraordinário; e o rei pensava nomeá-lo para governar todo o reino.

4 4 Ec 4.4;Ez 14.14,20Enquanto isso, os superiores e os sátrapas procuravam um motivo para acusar Daniel em sua administração do reino, mas não conseguiam encontrar motivo ou falta alguma, porque ele era fiel, e não havia nenhum erro nem falta nele.

5 Esses homens disseram: Nunca encontraremos motivo algum contra esse Daniel, a menos que o procuremos no que diz respeito à lei do seu Deus.

6 6 Ne 2.3Então os presidentes e os sátrapas foram juntos ao rei e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive para sempre.

7 7 Dn 3.24Todos os superiores do reino, os prefeitos e os sátrapas, os conselheiros e os governadores, concordaram em que o rei deveria baixar um decreto, uma determinação real, de que, por um período de trinta dias, todo aquele que fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.

8 8 Et 1.19;8.8Ó rei, agora emite o decreto e assina o edital, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

9 9 Dn 6.12-15Em virtude disso, o rei Dario assinou o edital do decreto.

10 10 1Rs 8.44,48;Sl 55.17Quando Daniel soube que o edital estava assinado, entrou em casa, no seu quarto, em cima, onde estavam abertas as janelas que davam para o lado de Jerusalém, e, como antes costumava fazer três vezes ao dia, ajoelhou-se, orou e deu graças diante do seu Deus.

11 Então aqueles homens foram juntos e encontraram Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.

12 12 Et 8.8Assim, foram à presença do rei e lhe perguntaram sobre o decreto real: Ó rei, acaso não assinaste um decreto pelo qual, por um período de trinta dias, todo aquele que fizesse uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, fosse lançado na cova dos leões? O rei respondeu: Certamente o decretei, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

13 13 Sl 55.17Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Ó rei, esse Daniel, um dos exilados de Judá, não tem feito caso de ti nem do decreto que assinaste; ao contrário, faz a sua oração três vezes por dia.

14 14 Mt 14.9;Mc 6.26Ouvindo a notícia, o rei ficou consternado e resolveu livrar Daniel; e esforçou-se para salvá-lo até o pôr do sol.

15 15 Dn 6.7-9Então aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei, fica sabendo que é lei dos medos e persas que nenhuma determinação ou decreto que o rei estabelecer pode ser mudado.

16 16 At 27.23Então o rei deu ordem, e trouxeram Daniel e o lançaram na cova dos leões. O rei disse a Daniel: O teu Deus, a quem serves continuamente, te livrará.

17 17 Et 3.12;Mt 27.66;Ap 20.3Uma pedra foi trazida e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com seu anel e com o anel dos seus nobres, para que nada fosse mudado com respeito a Daniel.

18 18 Et 6.1;Pv 25.20Depois o rei se dirigiu a seu palácio e passou a noite em jejum, e não foram trazidos à sua presença instrumentos de música; e o rei perdeu o sono.

Daniel é libertado da cova dos leões

19 Ao romper do dia, o rei se levantou e foi depressa à cova dos leões.

20 20 Dn 3.15;At 27.23Quando chegou à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Ó Daniel, servo do Deus vivo, acaso o teu Deus, a quem serves continuamente, pôde livrar-te dos leões?

21 21 Dn 2.4Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre.

22 22 Sl 22.21;Hb 11.33O meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões, e eles não me fizeram mal algum, porque foi achada inocência em mim diante dele; e também diante de ti não cometi delito algum, ó rei.

23 23 Dn 3.25;Hb 11.33Então o rei se alegrou muito e mandou tirar Daniel da cova. Assim, Daniel foi tirado da cova, e não acharam ferimento algum nele, porque havia confiado em seu Deus.

24 24 Dt 19.19E, por ordem do rei, os homens que haviam acusado Daniel foram trazidos e lançados na cova dos leões juntamente com seus filhos e suas mulheres; e antes de chegarem ao fundo da cova, os leões se apoderaram deles e lhes esmigalharam todos os ossos.

25 25 Dn 3.4;4.1Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.

26 26 Sl 99.1;Ec 12.13;Lc 1.33Promulgo um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam diante do Deus de Daniel, pois ele é o Deus vivo, e permanece para sempre; e o seu reino nunca será destruído; o seu domínio durará para sempre.

27 27 Dn 3.28-29Ele livra e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra. Foi ele quem livrou Daniel do poder dos leões.

28 28 2Cr 36.22;Ed 1.1;Is 44.28Esse Daniel prosperou no reinado de Dario, e6.28 Ou isto é, no reinado de Ciro, o persa.

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