1 Ditados do rei Lemuel; uma advertência que a sua mãe lhe fez:31.1 Ou Ditados de Lemuel, rei de Massá, os quais a sua mãe lhe ensinou:.
2 "Ó meu filho, filho do meu ventre,
filho dos meus votos,31.2 Ou resposta às minhas orações.
3 não gaste a sua força com mulheres
nem o seu vigor com aquelas que destroem reis.
4 "Não convém aos reis, ó Lemuel,
não convém aos reis beber vinho.
Não convém aos governantes desejar bebida fermentada,
5 para não suceder que bebam e se esqueçam do que a lei determina
e deixem de fazer justiça aos oprimidos.
6 Dê bebida fermentada aos que estão prestes a morrer
e vinho aos que estão angustiados,
7 para que bebam e se esqueçam da sua pobreza
e não se lembrem mais da sua infelicidade.
8 "Erga a voz em favor dos que não podem defender-se;
seja o defensor de todos os desamparados.
9 Erga a voz e julgue com justiça;
defenda os direitos dos pobres e dos necessitados".
10 31.10 Os versículos 10-31 são um poema acróstico no qual cada verso começa com uma letra em ordem sucessiva do alfabeto hebraico. Uma mulher de valor; feliz quem a encontrar!
É muito mais valiosa que os rubis.
11 O seu marido tem plena confiança nela,
e nunca lhe falta coisa alguma.
12 Ela só lhe faz bem, não mal,
todos os dias da sua vida.
13 Escolhe a lã e o linho
e com prazer trabalha com as mãos.
14 Como os navios mercantes,
ela traz de longe as suas provisões.
15 Antes de clarear o dia, ela se levanta,
prepara a comida para todos os da casa
e designa tarefas às suas servas.
16 Ela avalia um campo e o compra;
com o que ganha planta uma vinha.
17 Entrega-se com vontade ao seu trabalho;
os seus braços são fortes e vigorosos.
18 Ela percebe que o seu comércio é lucrativo,
e a sua lâmpada fica acesa durante a noite.
19 Nas mãos segura o fuso
e com os dedos pega a roca.
20 Acolhe os necessitados
e estende a mão aos pobres.
21 Não teme por seus familiares quando chega a neve,
pois todos eles se agasalham com roupas de cor escarlate.
22 Faz cobertas para a sua cama;
veste-se de linho fino e de púrpura.
23 O seu marido é respeitado na porta da cidade,
onde toma assento entre as autoridades da terra.
24 Ela faz vestes de linho e as vende
e fornece cintos aos comerciantes.
25 Reveste-se de força e dignidade;
sorri diante do futuro.
26 Fala com sabedoria
e ensina com amor.
27 Cuida dos negócios da sua casa
e não come o pão da preguiça.
28 Os seus filhos se levantam e a elogiam;
o seu marido também a elogia, dizendo:
29 "Muitas mulheres agem valorosamente,
mas você supera todas elas".
30 A beleza é enganosa, e a formosura é passageira,
mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.
31 Que ela receba a recompensa merecida,
e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.
Os conselhos que a mãe do rei Lemuel deu a seu filho
1 Palavra do rei Lemuel, o oráculo que sua mãe lhe ensinou.
2 Que te direi, filho meu? Que te direi, Is 49.15filho do meu ventre?
E que te direi, filho concedido aos meus 1Sm 1.11votos?
3 Pv 5.9Não dês às mulheres a tua força,
nem os teus caminhos às que Dt 17.17;1Rs 11.1;Ne 13.26perdem os reis.
4 Não é dos Ec 10.17reis, Lemuel, não é dos reis Pv 20.1;Is 5.22;Os 4.11beber vinho;
nem dos príncipes dizer: Onde está bebida forte?
5 Para não suceder que bebam, e se esqueçam da lei,
Pv 17.15;Êx 23.6;Dt 16.19e pervertam o direito de quem anda aflito.
6 Dai bebida forte ao que Jó 29.13está para perecer
e vinho, ao que está em Jó 3.20;Is 38.15amargura de coração.
7 Beba um tal, e se esqueça da sua pobreza,
e não se lembre mais da sua miséria.
8 Pv 24.11;Jó 29.12-17;Sl 82.3Abre a tua boca a favor do mudo,
na defesa de todos os que estão desolados.
9 Abre a boca, Lv 19.15;Dt 1.16julga retamente
e faze Is 1.17;Jr 22.16justiça ao pobre e ao necessitado.
Descrição duma mulher digna
10 Pv 12.4;19.14;Rt 3.11A mulher virtuosa, quem a pode achar?
Porque a sua valia muito excede Pv 8.11;Jó 28.18a dos corais.
11 O coração de seu marido confia nela,
e não lhe haverá falta de lucro.
12 Ela lhe faz o bem e não o mal,
em todos os dias da sua vida.
13 Ela busca Pv 31.21-24lã e linho
e de bom grado trabalha com as suas mãos.
14 É como os Ez 27.25navios do negociante;
de longe traz o seu pão.
15 Também Pv 20.13;Rm 12.11se levanta, quando ainda está escuro,
Lc 12.42e dá mantimento à sua casa,
e, às suas escravas, a tarefa.
16 Considera um campo e compra-o;
com o fruto das suas mãos planta uma vinha.
17 1Rs 18.46;2Rs 4.29;Jó 38.3Cinge os seus lombos de fortaleza
e corrobora os seus braços.
18 Percebe que a sua negociação é proveitosa;
a sua lâmpada não se apaga de noite.
19 Estende as suas mãos ao fuso
e com a mão pega na roca.
20 Pv 22.9;Dt 15.11;Jó 31.16-20;Rm 12.13;Ef 4.28Abre a sua mão para o pobre,
estende ao necessitado as suas mãos.
21 Não tem medo da neve pela sua família,
pois todos os da sua casa estão 2Sm 1.24vestidos de escarlate.
22 Faz para si Pv 7.16cobertas,
veste-se de Gn 41.42;Ap 19.8,14linho finíssimo e de Jz 8.26;Lc 16.19púrpura.
23 Conhece-se seu marido Rt 4.1,11nas portas,
quando se assenta entre os anciãos da terra.
24 Faz Jz 14.12vestidos de linho e vende-os;
e entrega cintas ao negociante.
25 Pv 31.17A força e a dignidade são os seus vestidos,
e ri-se do tempo vindouro.
26 Pv 10.31Abre a sua boca com sabedoria,
e a instrução amável está na sua língua.
27 Atende ao bom andamento da sua casa
e não come o Pv 19.15pão da preguiça.
28 Seus filhos levantam-se e chamam-na bem-aventurada;
também seu marido a louva, dizendo:
29 Muitas filhas têm procedido Pv 12.4virtuosamente,
mas tu a todas sobrepujas.
30 A graça é enganadora, e a Pv 6.25formosura é vã;
mas a mulher que Pv 22.4teme a Jeová, esta será louvada.
31 Dai-lhe do fruto das suas mãos;
e, nas portas, louvem-na as suas obras.