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Mateus 21

5 "Digam à Filha de Sião:

‘Eis que o seu Rei vem a você,

humilde e montado em um jumento,

em um jumentinho,

cria de jumenta’ ".

6 Os discípulos foram e fizeram o que Jesus tinha ordenado. 7 Trouxeram o jumento e o jumentinho, colocaram sobre eles os seus mantos, e sobre eles Jesus montou. 8 Uma grande multidão estendeu os seus mantos pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. 9 A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam:

"Hosana ao Filho de Davi!

"Bendito é o que vem em nome do Senhor!

"Hosana nas alturas!".

10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada e perguntava:

— Quem é este?

11 A multidão respondia:

— Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia.

Jesus purifica o templo

12 Jesus entrou no templo e expulsou todos os que estavam vendendo e comprando. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas 13 e lhes disse:

— Está escrito: "A minha casa será chamada casa de oração", mas vocês estão fazendo dela um "covil de ladrões".

14 Os cegos e os mancos aproximaram-se dele no templo, e ele os curou. 15 Mas, quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as coisas maravilhosas que Jesus fazia e as crianças gritando no templo: "Hosana ao Filho de Davi", ficaram indignados 16 e lhe perguntaram:

— Não está ouvindo o que estas crianças estão dizendo?

Jesus respondeu:

— Sim, vocês nunca leram:

"Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos

suscitaste louvor"?

17 Então, deixando-os, saiu da cidade e foi para Betânia, onde passou a noite.

Jesus amaldiçoa uma figueira

18 De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome. 19 Ao observar uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então, Jesus disse à figueira:

— Nunca mais dê frutos!

Imediatamente, a árvore secou.

20 Ao verem isso, os discípulos ficaram espantados e perguntaram:

— Como a figueira secou tão depressa?

21 Jesus respondeu:

— Em verdade lhes digo que, se vocês tiverem fé e não duvidarem, poderão fazer não somente o que foi feito à figueira, mas também dizer a este monte: "Levante-se e atire-se no mar", e assim será feito. 22 E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão.

A autoridade de Jesus é questionada

23 Jesus entrou no templo e, enquanto ensinava, aproximaram-se dele os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos do povo, que lhe perguntaram:

— Com que autoridade você faz estas coisas? Quem lhe deu esta autoridade?

24 Jesus respondeu:

— Eu também farei uma pergunta. Se vocês me responderem, direi com que autoridade faço estas coisas. 25 De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens?

Eles discutiam entre si, dizendo:

— Se dissermos: "Do céu", ele perguntará: "Então, por que vocês não creram nele?". 26 Mas, se dissermos: "Dos homens", temos medo do povo, pois todos consideram que João era um profeta.

27 Por isso, responderam a Jesus:

— Não sabemos.

Jesus, então, disse:

— Tampouco direi com que autoridade faço estas coisas.

A Parábola dos Dois Filhos

28 — O que acham? Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao primeiro, disse: "Filho, vá trabalhar hoje na vinha". 29 Ele respondeu: "Não quero!", mas depois mudou de ideia e foi.

30 — O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: "Sim, senhor!", mas não foi.

31 — Qual dos dois fez a vontade do pai?

— O primeiro — responderam.

Jesus lhes disse:

— Em verdade lhes digo que os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no reino de Deus. 32 Porque João veio para mostrar o caminho da justiça, e vocês não creram nele, mas os publicanos e as prostitutas creram. Mesmo depois de verem isso, vocês não se arrependeram para crer nele.

A Parábola dos Lavradores

33 — Ouçam outra parábola: Certo homem, proprietário de terras, plantou uma vinha; colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois, arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem. 34 Quando chegou o tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores para receber os frutos que lhe pertenciam.

35 — Os lavradores, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36 Então, o dono da vinha enviou-lhes outros servos em maior número, mas os lavradores os trataram da mesma forma.

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