1,2 Passado algum tempo aconteceu que o rei do Egito teve de castigar o seu padeiro-chefe, assim como o copeiro-chefe; furioso 3 meteu-os ambos na mesma prisão em que estava José, na fortaleza da guarda de Potifar, seu chefe militar. 4 Ali ficaram por bastante tempo e o carcereiro pô-los sob a vigilância de José.
5 Certa noite cada um deles teve um sonho. 6 Na manhã seguinte José reparou que estavam perturbados com alguma coisa e perguntou-lhes: 7 "O que é que se passa com vocês?"
8 "É que tivemos, cada um de nós, um sonho e não há aqui ninguém que nos explique o seu significado." José respondeu: "Bem, isso de interpretar sonhos é com Deus; mas contem-me lá o que sonharam."
9 O copeiro-chefe foi o primeiro a contar: "Eu sonhei com uma vinha 10 que tinha três ramos com rebentos e que florescia; e logo apareceram cachos maduros. 11 Como tinha na mão a taça do Faraó, peguei nos cachos, espremi-os e dei-lhe a beber."
12 "Eu sei o significado do teu sonho", disse José. "Os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias o Faraó vai tirar-te da prisão e colocar-te de novo na função de copeiro que tinhas antes. 14 Peço-te que te lembres de mim quando isso acontecer e retomares os favores do rei. Fala-lhe de mim para que me tire daqui; 15 porque fui roubado da minha terra, dos hebreus, e estou preso sem nada ter feito para o merecer."
16 Quando o padeiro-chefe viu que o sonho do colega tinha uma explicação tão favorável, quis também contar o seu. "Quanto a mim, no meu sonho, tinha três cestos à cabeça. 17 No cesto de cima havia toda a espécie de doçarias e de bolos ao gosto do Faraó; mas as aves vieram e comeram tudo."
18 "Esses três cestos também são três dias", disse-lhe José. 19 "Daqui a três dias mandará cortar-te a cabeça, pendurar o corpo num poste e as aves virão comer-te a carne."
20 Três dias depois o Faraó festejou o seu aniversário e convidou para um banquete toda a gente da sua corte. Mandou chamar o copeiro-chefe, assim como o padeiro-chefe, e foram buscá-los à prisão. 21 Ao primeiro repô-lo no seu cargo anterior; 22 mas ao segundo mandou enforcá-lo, tal como José tinha previsto.
23 No entanto, o copeiro-chefe do Faraó depressa esqueceu o que se passara entre ele e José.
1 Algum tempo depois, o copeiro e o padeiro do rei do Egito ofenderam o seu senhor, o rei do Egito. 2 O faraó irou‑se com esses dois oficiais, ou seja, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros, 3 e mandou prendê‑los na casa do capitão da guarda, na prisão em que José estava. 4 O capitão da guarda os deixou aos cuidados de José, que lhes servia.
Depois de certo tempo, 5 o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que estavam na prisão, tiveram, cada um, um sonho na mesma noite, e cada sonho tinha a sua própria interpretação.
6 Quando José foi vê‑los na manhã seguinte, notou que estavam abatidos. 7 Por isso, perguntou aos oficiais do faraó, que também estavam presos na casa do seu senhor:
― Por que hoje vocês estão com o semblante triste?
8 Eles responderam:
― Tivemos sonhos, mas não há quem os interprete.
José lhes disse:
― Por acaso, as interpretações não pertencem a Deus? Contem‑me os sonhos.
9 Então, o chefe dos copeiros contou o seu sonho a José:
― No meu sonho, vi diante de mim uma videira, 10 com três ramos. Ao brotar, a videira floresceu, e os seus cachos davam uvas maduras. 11 A taça do faraó estava na minha mão. Peguei as uvas e as espremi na taça do faraó e a entreguei na sua mão.
12 José lhe disse:
― Esta é a interpretação: os três ramos são três dias. 13 Dentro de três dias, o faraó vai exaltá‑lo e restaurá‑lo à sua posição, e você servirá a taça na mão dele, como costumava fazer quando era o seu copeiro. 14 Quando tudo estiver indo bem com você, lembre‑se de mim e seja bondoso comigo; fale de mim ao faraó e tire‑me desta prisão, 15 pois fui trazido à força da terra dos hebreus, e também aqui nada fiz para ser jogado neste calabouço.
16 Ouvindo o chefe dos padeiros essa interpretação favorável, disse a José:
― Eu também tive um sonho: sobre a minha cabeça havia três cestas de pão branco. 17 Na cesta de cima, havia todo tipo de pães e doces que o faraó aprecia, mas as aves vinham comer da cesta que eu trazia na cabeça.
18 Então, José disse:
― Esta é a interpretação: as três cestas são três dias. 19 Dentro de três dias, o faraó vai decapitá‑lo e pendurá‑lo em uma árvore, e as aves comerão a sua carne.
20 Três dias depois, era o aniversário do faraó, e ele ofereceu um banquete a todos os seus oficiais. Na presença deles, reapresentou o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros; 21 restaurou o chefe dos copeiros à sua posição, de modo que ele voltou a ser aquele que servia a taça do faraó, 22 mas mandou enforcar o chefe dos padeiros como José lhes dissera na sua interpretação.
23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu‑se dele.