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Isaías 32

AVM
Reinado do justo rei

1 Eis que, em justiça, reinará Is 9.6-7;11.4-5;Sl 72.1-4;Jr 23.5;33.15;Ez 37.24;Zc 9.9um rei, e, em retidão, governarão príncipes. 2 Um varão servirá de Is 4.6;25.4abrigo contra o vento, de esconderijo contra a tempestade, de Is 35.6;41.18;43.19-20rios de água numa terra árida e de sombra de uma grande penha numa terra sedenta. 3 Is 29.18Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem escutarão. 4 Também o coração dos Is 29.24temerários entenderá o conhecimento, e a língua dos gagos estará pronta a falar distintamente. 5 1Sm 25.25O tolo não será mais chamado nobre, nem o fraudulento será mais intitulado generoso. 6 Pois o tolo falará tolices, e o seu coração Is 59.7,13;Pv 19.3;24.7-9obrará a iniquidade, para praticar Is 9.17;10.6a profanidade e proferir Is 3.12;9.15-16erros contra Jeová, para Is 3.15;10.2deixar vazia a alma do faminto e fazer faltar a bebida ao sedento. 7 Também as maquinações do fraudulento são más; é ele Jr 5.26-28;Mq 7.3quem forma planos sinistros para perder Is 11.4;29.19;61.1os mansos com palavras mentirosas, Is 5.23ainda quando o pobre fala o que é justo. 8 Êx 35.21-29;1Cr 29.6-9,17;Pv 11.25;2Co 9.6-11O nobre, porém, forma planos nobres e neles permanecerá.

Admoestação às mulheres

9 Levantai-vos, Is 47.8;Sf 2.15mulheres indolentes, e ouvi a minha voz; Is 28.23escutai, filhas descuidadas, o meu discurso. 10 Num ano e dias, sereis perturbadas, mulheres descuidadas, pois a Is 5.5-6;7.23;24.7vindima está consumida, e não virá a colheita. 11 Tremei, mulheres indolentes, Is 22.12turbai-vos, ó descuidadas; Is 47.2despi-vos, ponde-vos nuas e cingi de saco os vossos lombos. 12 Na 2.7Baterão nos seus peitos por causa dos campos aprazíveis, por causa da vinha frutífera. 13 Is 5.6,10,17;27.10Espinhos e abrolhos virão sobre a terra do meu povo, sobre todas as casas de alegria, numa Is 22.2;23.7cidade jubilosa. 14 Is 13.22;25.2;34.13O palácio será abandonado; Is 6.11;22.2;24.10,12a cidade populosa ficará deserta; o outeiro e a atalaia servirão de Is 13.21;34.13covis para sempre, folga dos Sl 104.11;Jr 14.6asnos monteses e pasto dos rebanhos; 15 até que sobre nós se derrame Is 11.2;44.3;59.21;Ez 39.29;Jl 2.28o Espírito do alto, o deserto se torne Is 29.17;35.1-2;Sl 107.35em campo fértil e o campo fértil seja reputado por um bosque.

16 Então, o Is 33.5juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. 17 Is 2.4;Sl 72.2-3;85.8;119.165;Rm 14.17;Tg 3.18A obra da justiça será a paz; e o efeito da justiça será o Is 30.15sossego e confiança para sempre. 18 O meu povo habitará em Is 26.3,12morada de paz e Is 11.10;14.3;30.15;Os 2.18-23;Zc 2.5;3.10em lugares quietos de descanso. 19 Mas haverá Is 28.2,17;30.30saraiva quando cair o Is 10.18-19,34bosque, e Is 24.10,12;26.5;27.10;29.4a cidade será de todo abatida. 20 Is 30.23-24;Ec 11.1Felizes sois vós os que semeais junto a todas as águas, que deixais livres os pés do boi e do jumento.

1 Eis que um rei reinará segundo a justiça, e os príncipes governarão com equidade.

2 Cada um deles será como um abrigo contra o vento, um refúgio contra a chuva torrencial; como um fio de água num chão ressecado, e como a sombra de um alto rochedo em terra ressequida.

3 Os olhos dos que veem não mais serão ofuscados, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.

4 Os espíritos insensatos se disporão a compreender, e a língua dos gagos falará prontamente e com clareza;

5 não mais se qualificará de nobre ao perverso, nem de grande trapaceiro.

6 Porque o insensato profere loucuras e seu coração dá-se ao mal; comete impiedades, forma sobre o Senhor conceitos errôneos, deixa o faminto queixar-se de sua miséria, priva da bebida àquele que tem sede.

7 As intrigas do trapaceiro são desleais, ele maquina desígnios criminosos para perder os humildes com mentiras, e o pobre que faz valer seu direito;

8 o fidalgo, porém, tem pensamentos dignos, e um procedimento nobre.

9 Mulheres descuidadas, escutai minha voz. Jovens confiantes demais, ouvi minhas palavras.

10 Dentro de um ano e alguns dias, tremereis, indolentes, porque a vindima estará perdida e a colheita, frustrada.

11 Fremi, descuidadas, tremei, confiantes. Despi-vos até estardes nuas. Cingi os vossos rins,

12 batei nos vossos peitos, chorando sobre a sorte dos campos férteis e das vinhas fecundas,

13 sobre as terras de meu povo, onde crescem sarças, sobre todas as casas de prazer da cidade alegre.

14 O palácio está deserto, a cidade barulhenta está abandonada. Ofel e a torre de guarda serão para sempre planaltos desnudos, onde vagueiam os asnos selvagens e pastam os rebanhos.

15 Até que sobre nós se derrame o espírito do alto, então o deserto se mudará em vergel, e o vergel tomará o aspecto de uma floresta;

16 no deserto reinará o direito, e a justiça residirá no vergel.

17 A justiça produzirá a paz e o direito assegurará a tranquilidade;

18 meu povo habitará em mansão serena, em moradas seguras, em abrigos tranquilos.

19 A floresta será abatida e a cidade, humilhada.

20 Bem-aventurados sereis por semear à margem de todos os cursos de água, e por deixar o boi e o asno sem peias.

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