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Marcos 6

AVM
Jesus prega na sinagoga de Nazaré. É rejeitado pelos seus

1 Mc 6.1-6;Mt 13.54-58Tendo Jesus saído dali, foi para Lc 4.16,23; cp.Mt 13.54,57a sua terra, e seus discípulos acompanharam-no. 2 Chegando o sábado, começou a Mt 4.23; cp.Mc 10.1ensinar na sinagoga; e Mt 7.28muitos, ao ouvi-lo, se admiravam, dizendo: Donde lhe vêm essas coisas e que sabedoria é esta que lhe é dada? Que significam tais milagres operados pela sua mão? 3 Não é este o cp.Mt 13.55carpinteiro, Mt 12.46filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E Mt 13.56suas irmãs não estão aqui entre nós? Ele Mt 11.6lhes servia de pedra de tropeço. 4 Jesus lhes disse: Mt 13.57Um profeta não deixa de receber honra senão Mc 6.1na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5 Não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser que Mc 5.23pôs as mãos sobre alguns enfermos e os curou. 6 E admirou-se por causa da incredulidade do povo.

Mt 9.35;Lc 13.22; cp.Mc 1.39;10.1Ele andava pelas aldeias circunvizinhas ensinando.

Os doze enviados dois a dois

7 Mc 6.7-11;Mt 10.1,9-14;Lc 9.1,3-5; cp.Lc 10.4-11Jesus Mc 3.13;Mt 10.1,5;Lc 9.1chamou os doze, e começou a enviá-los Lc 10.1dois a dois, e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos; 8 Mt 10.10ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro na bolsa; 9 mas que fossem calçados de sandálias e que não vestissem duas túnicas. 10 Disse mais: Em qualquer casa onde entrardes, hospedai-vos até que vos retireis. 11 Se algum lugar não vos receber, nem os homens vos ouvirem, saindo dali, Mt 10.14sacudi o dos vossos pés em testemunho contra eles. 12 cp.Mt 11.1;Lc 9.6Eles, saindo, pregaram ao povo que se arrependesse; 13 expeliam muitos demônios, Tg 5.14ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.

A morte de João Batista

14 Mc 6.14-29;Mt 14.1-12;Mc 6.14-16;Lc 9.7-9O rei Herodes soube disso (porque o nome de Jesus se tornara conhecido), e alguns diziam: É Mt 14.2João Batista que tem ressuscitado dentre os mortos; por isso, virtudes sobrenaturais nele operam. 15 Outros diziam: Mt 16.14; cp.Mc 8.28É Elias; outros ainda: Mt 21.11É profeta como um dos profetas. 16 Mas Herodes, ouvindo isso, dizia: É João, a quem eu mandei degolar e que ressurgiu. 17 Pois o próprio Herodes mandara prender a João e acorrentá-lo no cárcere por causa de Mt 14.3Herodias, mulher de seu irmão Filipe (Herodes se havia casado com ela); 18 porque João lhe dizia: Mt 14.4Não te é lícito ter a mulher de teu irmão. 19 Herodias o odiava e queria matá-lo, mas não podia; 20 porque cp.Mt 21.26Herodes temia a João, sabendo que era homem reto e santo, e o retinha em segurança. Ao ouvi-lo, ficava muito perplexo e o escutava de boa vontade. 21 Oferecendo-se uma ocasião favorável, quando Herodes, no seu aniversário natalício, cp.Et 1.3;2.18deu um banquete aos seus dignitários, aos oficiais militares e aos principais Lc 3.1da Galileia, 22 a filha da Mt 14.3própria Herodias, tendo entrado, dançou e agradou a Herodes e aos seus convivas. O rei disse à moça: Pede-me o que quiseres, e eu to darei; 23 e jurou-lhe: Se me pedires ainda mesmo Et 5.3,6;7.2a metade do meu reino, eu ta darei. 24 Ela saiu e perguntou a sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: A cabeça de João Batista. 25 No mesmo instante, voltando apressadamente para o rei, disse: Quero que, sem demora, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26 O rei, embora muito triste, contudo, por causa do juramento e também dos convivas, não lha quis recusar. 27 Imediatamente, o rei enviou um soldado da sua guarda com a ordem de trazer a cabeça de João. O soldado foi degolá-lo no cárcere, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça; e a moça a deu à sua mãe. 29 Sabendo disso, vieram os seus discípulos, levaram-lhe o corpo e depositaram-no em um túmulo.

A primeira multiplicação dos pães

30 Lc 9.10Reunindo-se Mt 10.2; cp.Mc 3.14(Gr.);Lc 6.13;9.10;17.5;22.14;24.10;At 1.2,26, etc.os apóstolos com Jesus, contaram-lhe tudo quanto haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: Vinde a um lugar solitário, à parte, e descansai um pouco. Pois eram muitos os que vinham e iam, e Mc 3.20nem tinham tempo para comer. 32 Mc 6.32-44;Mt 14.13-21;Lc 9.10-17;Jo 6.5-13; cp.Mc 8.2-9Então, foram sós Mc 6.45; cp.Mc 3.9;Mc 5.36na barca a um lugar deserto. 33 Muitos os viram partir e os reconheceram; correram para , a , de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles. 34 Ao desembarcar, Mt 9.36viu Jesus uma grande multidão de homens e compadeceu-se deles, porque Mt 9.36eram como ovelhas sem pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Como a hora fosse adiantada, chegaram-se a ele seus discípulos, dizendo: Este lugar é deserto, e é muito tarde; 36 despede-os, para que vão aos sítios e às aldeias circunvizinhas comprar para si alguma comida. 37 Mas Jesus disse: Dai-lhes vós de comer. Deveremos, Jo 6.7disseram eles, ir comprar duzentos Mt 18.28;Lc 7.41denários de pão e dar-lhes de comer? 38 Ele lhes perguntou: Quantos pães tendes? Ide ver. Depois de se terem informado, responderam: Cinco pães e dois peixes. 39 Então, mandou aos discípulos que a todos fizessem sentar em grupos sobre a relva verde. 40 Sentaram-se em turmas de cem e de cinquenta. 41 Ele tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, Mt 14.19deu graças, e, partindo os pães, entregou-os aos discípulos para eles distribuírem; e repartiu por todos os dois peixes. 42 Todos comeram e se fartaram; 43 e recolheram doze Mt 14.20cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44 Os que comeram os pães foram cp.Mt 14.21cinco mil.

Jesus anda sobre o mar

45 Mc 6.45-51;Mt 14.22-32;Jo 6.15-21Em seguida, obrigou os seus discípulos Mc 6.32a embarcar e passar adiante para o outro lado, Mt 11.21; cp.Mc 8.22a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 Depois de se haver At 18.18,21;2Co 2.13despedido do povo, foi Mt 14.23ao monte para orar. 47 À tardinha, achava-se a barca no meio do mar, e ele, sozinho, em terra. 48 Vendo-os embaraçados em remar (porque o vento lhes era contrário), pela cp.Mc 13.35;Mt 24.43quarta vigília da noite foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante. 49 Porém eles, vendo-o andar sobre o mar, pensaram que era um fantasma e gritaram; 50 porque todos o viram e se perturbaram. Mas, no mesmo instante, falando com eles, disse: Mt 9.2Tende ânimo! Sou eu! Mt 14.27Não temais! 51 Entrou Mc 6.32na barca para ir ter com eles, e cessou o vento. Eles se encheram de grande pasmo, 52 porque Mc 8.17ss.não haviam compreendido o milagre dos pães; ao contrário, o seu coração cp.Rm 11.7estava endurecido.

Jesus em Genesaré

53 Mc 6.53-56;Mt 14.34-36; cp.Jo 6.24-25Depois de feita a travessia, chegaram à terra de Genesaré e ali atracaram. 54 Quando desembarcaram, o povo logo reconheceu a Jesus e, 55 correndo por toda aquela região, começaram a trazer nos leitos os que se achavam doentes, para onde ouviam dizer que ele estava. 56 Onde quer que ele entrava, fosse nas aldeias, ou nas cidades, ou nos campos, punham os doentes nas praças e lhe rogavam que Mc 3.10os deixasse tocar ao menos Mt 9.20na fímbria da sua capa; e todos os que nela tocaram ficavam sãos.

1 Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos.

2 Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: "Donde lhe vem isso? Que sabedo­ria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres?

3 Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?". E ficaram perplexos a seu respeito.

4 Mas Jesus disse-lhes: "Um profeta é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa".

5 Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.

6 Admirava-se ele da desconfiança deles. E, ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas. (= Mt 10,5-15 = Lc 9,1-6)

7 Então, chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.

8 Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o cami­nho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto;

9 como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.

10 E disse-lhes: "Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali.

11 Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o dos vossos pés em testemunho contra ele".

12 Eles partiram e pregaram a penitência.

13 Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam. (= Mt 14,1-12 = Lc 3,19s; 9,7s)

14 O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tornara célebre. Dizia-se: "João Batista ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer milagres opera nele".

15 Uns afirmavam: "É Elias!" Diziam outros: "É um profeta como qualquer outro".

16 Ouvindo isso, Herodes repetia: "É João, a quem mandei decapitar. Ele ressuscitou!".

17 Pois o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.

18 João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".

19 Por isso, Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.

20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.

21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galileia.

22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei".

23 E jurou-lhe: "Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino".

24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: "Que hei de pedir?". E a mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".

25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: "Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista".

26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.

27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,

28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.

29 Ouvindo isso, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro. (= Mt 14,13-21 = Lc 9,10-17 = Jo 6,1-13)

30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado.

31 Ele disse-lhes: "Vinde à parte, para algum lugar deserto e descansai um pouco." Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer.

32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte.

33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles.

34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

35 A hora estava bem avançada quando se achegaram a ele os seus discípulos e disseram: "Este lugar é deserto, e é tarde.

36 Despede-os, para irem aos sítios e aldeias vizinhas a comprar algum alimento".

37 Mas ele respondeu-lhes: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Replicaram-lhe: "Iremos comprar duzentos dená­rios de pão para dar-lhes de comer?".

38 Ele perguntou-lhes: "Quantos pães tendes? Ide ver". Depois de se terem informado, disseram: "Cinco, e dois peixes".

39 Ordenou-lhes que mandassem todos sentar-se, em grupos, na relva verde.

40 E assentaram-se em grupos de cem e de cinquenta.

41 Então, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e os deu a seus discípulos, para que lhos distribuíssem, e repartiu entre todos os dois peixes.

42 Todos comeram e ficaram fartos.

43 Recolheram do que sobrou doze cestos cheios de pedaços, e os restos dos peixes.

44 Foram cinco mil os homens que haviam comido daqueles pães.

45 Imediatamente ele obrigou os seus discípulos a subirem para a barca, para que chegassem antes dele à outra margem, em frente de Betsaida, enquanto ele mesmo despedia o povo. (= Mt 14,22-33 = Jo 6,15-21)

46 E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar.

47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra.

48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles.

49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram;

50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: "Tranquilizai-vos, sou eu; não vos assusteis!".

51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor,

52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis. (= Mt 14,34ss)

53 Navegaram para o outro lado e chegaram à região de Genesaré, onde aportaram.

54 Assim que saíram da barca, o povo o reconheceu.

55 Percorrendo toda aquela região, começaram a levar, em leitos, os que padeciam de algum mal, para o lugar onde ouviam dizer que ele se encontrava.

56 Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pe­diam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos. (= Mt 15,1-20)

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