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Marcos 7

AVM
Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

1 Mc 7.1-23;Mt 15.1-20Vieram ter com Jesus os fariseus e alguns escribas, chegados Mt 15.1de Jerusalém. 2 Tendo visto que alguns discípulos de Jesus comiam pão com mãos Mc 7.5;At 10.14,28;11.8;Rm 14.14;Hb 10.29;Ap 21.27; cp.Mt 15.2;Lc 11.38impuras, isto é, por lavar 3 (pois os fariseus e todos os judeus, observando a Mc 7.5,8,9,13;Gl 1.14tradição dos anciãos, 4 não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; e, quando voltam da rua, não comem sem se aspergir, e muitas outras coisas que receberam e guardam, como a lavagem de Mt 23.25copos, jarros e vasos de metal.) 5 perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos anciãos, mas comem com mãos impuras? 6 Respondeu ele: Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, como está escrito:

Is 29.13Este povo honra-me com os lábios,

mas o seu coração está longe de mim.

7 Adoram-me, porém, em vão,

ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

8 Vós, deixando o mandamento de Deus, observais Êx 20.12;Dt 5.16;Êx 21.17;Lv 20.9a tradição dos homens. 9 Continuou: Sabeis muito bem rejeitar o mandamento de Deus, para manter a vossa tradição. 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, seja morto; 11 mas vós ensinais: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que eu te poderia dar é Lv 1.2, etc.Mt 27.6Corbã, isto é, uma oferenda a Deus, 12 não mais lhe permitis fazer coisa alguma pelo pai ou pela mãe, 13 invalidando a palavra de Deus pela tradição que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes. 14 Chamando ele de novo a multidão, disse-lhe: Ouvi-me todos e entendei. 15 Nada fora do homem que, nele entrando, possa contaminá-lo; pelo contrário, as coisas que saem dele são as que o contaminamMuitas antigas autoridades inserem v. 16: Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.. 16 [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.] 17 Tendo deixado a multidão, Mc 9.28; cp.2.1;3.19entrou em casa, e pediam-lhe cp.Mt 15.15seus discípulos a explicação da parábola. 18 Ele respondeu: Assim também vós não entendeis? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem, entrando nele, não pode contaminá-lo, 19 porque não entra no coração, mas no ventre, e é lançado no lugar escuso? Isso disse, Rm 14.1-12;Cl 2.16purificando cp.Lc 11.41;At 10.15;11.9todos os alimentos. 20 Continuou: Mt 15.18;Mc 7.23O que sai do homem, isso é o que o contamina. 21 Pois, de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, as fornicações, os furtos, os homicídios, os adultérios, 22 as avarezas, as malícias, o dolo, a lascívia, a Dt 15.9inveja, a blasfêmia, a soberba e a loucura. 23 Todas essas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem.

A mulher cananeia

24 Mc 7.24-30;Mt 15.21-28Levantando-se, saiu dali para as fronteiras de Mt 11.21;Mc 7.31Tiro. Entrando numa casa, quis que ninguém o soubesse e não pôde ocultar-se. 25 Uma mulher, porém, cuja filha estava possessa dum espírito imundo, ouvindo logo falar dele, foi, e prostrou-se-lhe aos pés 26 (a mulher era gentia, de origem siro-fenícia.), e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. 27 Ele lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 28 Ela, porém, replicou: Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam. 29 Ele lhe disse: Por esta palavra, vai-te; o demônio saiu de tua filha. 30 Ela, voltando para sua casa, achou a menina deitada na cama e que o demônio havia saído.

A cura de um surdo e gago

31 Mc 7.31-37;Mt 15.29-31De novo, se retirou das fronteiras de Tiro e foi por Sidom, Mt 4.18ao mar da Galileia, atravessando o território Mc 5.20;Mt 4.25de Decápolis. 32 Trouxeram-lhe um surdo e gago e pediram-lhe que Mc 5.23pusesse a mão sobre ele. 33 Jesus, tirando-o da multidão, levou-o à parte, pôs os seus dedos nos ouvidos dele e, Mc 8.23cuspindo, tocou-lhe a língua; 34 depois, erguendo os olhos ao céu, Mc 8.12deu um suspiro e disse: Efatá, isto é, Abre-te! 35 Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe desfez a prisão da língua, e falava com clareza. 36 Mt 8.4Recomendou-lhes Jesus expressamente que a ninguém o contassem; mas, quanto mais o recomendava, tanto mais eles Mc 1.45o publicavam. 37 Admiravam-se sobremaneira, dizendo: Ele tudo tem feito bem, faz até os surdos ouvir e os mudos falar.

1 Os fariseus e alguns dos escribas vindos de Jerusalém tinham se reunido em torno dele.

2 E perceberam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.

3 (Com efeito, os fariseus e todos os judeus, apegando-se à tradição dos antigos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;

4 e, quando voltam do mercado, não comem sem ter feito abluções. E muitos outros costumes que observam por tradição, como lavar os copos, os jarros e os pratos de metal)

5 Os fariseus e os escribas perguntaram-lhe: "Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos impuras?".

6 Jesus disse-lhes: "Isaí­as com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

7 Em vão, pois, me cultuam, porque ensinam doutrinas e preceitos humanos (29,13).

8 Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens".

9 E Jesus acrescentou: "Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição.

10 Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e: Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto.

11 Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe: Qualquer coisa que de minha parte te pudesse ser útil é corban, isto é, oferta,

12 e não lhe deixais fazer coisa alguma a favor de seu pai ou de sua mãe,

13 anulando a Palavra de Deus por vossa tradição que vós vos transmitistes. E fazeis ainda muitas coisas semelhantes".

14 Tendo chamado de novo a turba, dizia-lhes: "Ouvi-me todos, e entendei.

15 Nada fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem.

16 [A bom entendedor meia palavra basta.]".

17 Quando deixou o povo e entrou em casa, os seus discípulos perguntaram-lhe acerca da parábola.

18 Respondeu-lhes: "Sois também vós assim ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode tornar impuro,

19 porque não lhe entra no coração, mas vai ao ventre e dali segue sua Lei natural?". Assim ele declarava puros todos os alimentos. E acrescentava:

20 "Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem.

21 Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos,

22 adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez.

23 Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem". (= Mt 15,21-28)

24 Em seguida, deixando aquele lugar, foi para a terra de Tiro e de Sidônia. E tendo entrado numa casa, não quis que ninguém o soubesse. Mas não pôde ficar oculto,

25 pois uma mulher, cuja filha possuía um espírito imundo, logo que soube que ele estava ali, entrou e caiu a seus pés.

26 (Essa mulher era pagã, de origem siro-fenícia.) Ora, ela suplicava-lhe que expelisse de sua filha o demônio.

27 Disse-lhe Jesus: "Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não fica bem tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães".

28 Mas ela respondeu: "É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos debaixo da mesa comem das migalhas dos filhos".

29 Jesus respondeu-lhe: "Por causa desta palavra, vai-te, que saiu o demônio, de tua filha".

30 Voltou ela para casa e achou a menina deitada na cama. O demônio havia saído. (= Mt 15,29ss)

31 Ele deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galileia, no meio do território da Decápole.

32 Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão.

33 Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva.

34 E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: "Éfeta!", que quer dizer "abre-te!"

35 No mesmo instante, os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.

36 Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publi­cavam.

37 E tanto mais se admiravam, dizendo: "Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvirem os surdos e falarem os mudos!". (= Mt 15,32-39)

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