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Números 22

AVM

1 Nm 33.48-49Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se nas planícies de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó.

Balaque envia mensageiros a Balaão

2 Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel fizera aos amorreus. 3 Êx 15.15Moabe tinha grande medo do povo, porque era muito, e estava angustiado por causa dos filhos de Israel. 4 Disse aos anciãos de Nm 25.15-18;31.1-3Midiã: Agora, esta multidão roerá tudo quanto estiver ao redor de nós, como o boi rói as ervas do campo. Nesse tempo, Balaque, filho de Zipor, era rei de Moabe. 5 Js 24.9Enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Nm 23.7;Dt 23.4Petor, que está junto ao rio, à terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e estaciona defronte de mim. 6 Nm 22.17;23.7-8Vem, agora, Nm 22.12;24.9amaldiçoar-me a este povo; porque é mais forte do que eu; porventura, prevalecerei, de modo que eu o fira e o expulse da terra; pois sei que será abençoado aquele a quem abençoares, e amaldiçoado, aquele a quem amaldiçoares.

7 Partiram os anciãos de Moabe e os anciãos de Midiã, levando nas mãos com que pagar os Nm 23.23;24.1;Js 13.22encantamentos; foram a Balaão e referiram-lhe as palavras de Balaque. 8 Ele lhes respondeu: Ficai aqui esta noite, e vos trarei a resposta que Jeová me der; os príncipes de Moabe ficaram com Balaão. 9 Veio Deus a Balaão e perguntou-lhe: Quem são estes homens que estão contigo? 10 Respondeu Balaão a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, os enviou, para que me dissessem: 11 Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem, agora, amaldiçoar-mo; talvez assim poderei pelejar contra ele e expulsá-lo. 12 Tornou Deus a Balaão: Não irás com eles; Nm 23.8;24.9não amaldiçoarás o povo, porque é bendito. 13 Levantando-se Balaão pela manhã, disse aos príncipes de Balaque: Ide para a vossa terra, porque Jeová recusa deixar-me ir convosco. 14 Tendo-se levantado os príncipes de Moabe, voltaram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco.

15 Tornou Balaque a enviar príncipes em maior número e de maior qualidade do que aqueles, 16 os quais, chegando a Balaão, lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Não te demores em vir a mim, 17 porque grandemente te honrarei e farei tudo o que me disseres. Nm 22.6Vem, pois, amaldiçoar-me este povo. 18 Respondeu Balaão aos servos de Balaque: Nm 22.38;24.13Se Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem de Jeová, meu Deus, para fazer coisa alguma grande ou pequena. 19 Agora, rogo-vos que fiqueis aqui também esta noite, para que eu saiba o que Jeová me falar mais. 20 Veio Deus a Balaão de noite e disse-lhe: Se os homens te vierem chamar, levanta-te, vai com eles; mas Nm 22.35;23.5,12,16,26;24.13somente aquilo que eu te falar, isso farás.

Balaão e sua jumenta encontram-se com o Anjo de Jeová

21 2Pe 2.15Levantou-se Balaão pela manhã, albardou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe. 22 Acendeu-se a ira de Deus, porque ele ia; e o Anjo de Jeová pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, Balaão ia montado na sua jumenta e tinha dois servos consigo. 23 A jumenta viu o Anjo parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão, desviou-se do caminho e ia pelo campo; Balaão fustigou-a para fazê-la tornar ao caminho. 24 Então, o Anjo de Jeová parou numa azinhaga, entre as vinhas, com uma sebe num e noutro lado. 25 Vendo a jumenta o Anjo de Jeová, coseu-se com o muro e comprimiu o de Balaão contra o muro; ele a tornou a fustigar. 26 O Anjo de Jeová passou mais adiante, e parou num lugar estreito, onde não era possível desviar-se nem para a direita nem para a esquerda. 27 Vendo a jumenta o Anjo de Jeová, deitou-se debaixo de Balaão; acendeu-se a ira de Balaão, e fustigou a jumenta com a sua vara. 28 Então, 2Pe 2.16Jeová abriu a boca da jumenta, e ela perguntou a Balaão: Que te fiz eu para que me fustigasses estas três vezes? 29 Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; oxalá tivesse eu uma espada na mão, pois eu te haveria matado. 30 Tornou a jumenta a Balaão: Acaso, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste toda a tua vida até hoje? Porventura, tem sido o meu costume fazer-te coisa semelhante? Ele respondeu: Não.

A mensagem do Anjo

31 Então, abriu Jeová os olhos de Balaão, e ele viu o Js 5.13-15Anjo de Jeová parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra. 32 Disse-lhe o Anjo de Jeová: Por que fustigaste a tua jumenta estas três vezes? Eis que eu saí como adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim. 33 A jumenta viu-me e três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se tivesse desviado de mim, certamente, eu te matara e poupara a vida dela. 34 Respondeu Balaão ao Anjo de Jeová: Nm 14.40Pequei, porque não sabia que tu paravas no caminho para te opores a mim; agora, se não for do teu agrado, voltarei. 35 Tornou o Anjo de Jeová a Balaão: Vai com os homens; mas Nm 22.20somente aquilo que eu te disser, isso falarás. Assim, Balaão se foi com os príncipes de Balaque.

Balaque encontra-se com Balaão

36 Tendo Balaque ouvido que Balaão era chegado, saiu-lhe ao encontro até Ir-Moabe, que está nos confins formados pelo Arnom e na fronteira extrema. 37 Perguntou Balaque a Balaão: Porventura, não te enviei mensageiros a chamar-te? Por que não vieste a mim? Não posso eu, na verdade, honrar-te? 38 Respondeu Balaão a Balaque: Eis-me diante de ti; Nm 22.18posso eu, acaso, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. 39 Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote. 40 Balaque sacrificou bois e ovelhas, e enviaram deles a Balaão e aos príncipes que com ele estavam.

Balaque edifica sete altares

41 Pela manhã, tomou Balaque a Balaão, levou-o aos Nm 21.28altos de Baal e dali viu a Nm 23.13parte extrema do povo.

1 Partiram os filhos de Israel e acamparam nas planícies de Moab, além do Jordão, defronte de Jericó.

2 Balac, filho de Sefor, tinha visto tudo o que Israel tinha feito aos amorreus.

3 Moab teve grande medo desse povo, porque era muito numeroso e ficou aterrorizado diante dos israelitas.

4 E Moab disse aos anciãos de Madiã: "Essa multidão vai devorar todos os nossos arredores como os bois devoram a erva do campo". Balac, filho de Sefor, era então o rei de Moab.

5 Mandou, pois, mensageiros a Balaão, filho de Beor, em Petor, sobre o rio, na terra dos filhos de Amon, para que o chamassem e lhe dissessem: "aqui um povo que saiu do Egito, o qual cobre a face da terra, e estabeleceu-se diante de mim.

6 Rogo-te que venhas e amaldiçoes esse povo, pois é muito mais poderoso do que eu. Talvez assim eu possa batê-lo e expulsá-lo de minha terra. Eu sei que será bendito o que abençoares e maldito o que amaldiçoares".

7 Os anciãos de Moab e de Madiã partiram levando consigo o preço da adivinhação. Chegando junto de Balaão, referiram-lhe as palavras de Balac.

8 Balaão respondeu: "Passai a noite aqui, e vos darei a resposta que o Senhor me indicar". Ficaram, pois, os chefes de Moab em casa de Balaão.

9 Deus veio a Balaão e disse-lhe: "Quem é essa gente que tens em tua casa?".

10 Balaão respondeu a Deus: "É Balac, filho de Sefor, rei de Moab, que me manda dizer:

11 aqui um povo que saiu do Egito, o qual cobre a superfície da terra. Vem, pois, e amaldiçoa-o. Talvez assim possa eu batê-lo e expulsá-lo da terra".

12 Disse Deus a Balaão: "Não irás com eles, e não amaldiçoarás esse povo, porque é bendito".

13 Levantando-se Balaão pela manhã, disse aos chefes enviados por Balac: "Voltai para a vossa terra, pois o Senhor me proibiu de ir convosco".

14 Os chefes de Moab retomaram o caminho e voltaram para junto de Balac: "Balaão disseram-lhe eles recusou vir conosco".

15 Balac mandou-lhe de novo outros chefes, mais numerosos e mais importantes que os primeiros.

16 Chegados junto a Balaão, disseram-lhe: "Eis a mensagem de Balac, filho de Sefor: Rogo-te que não recuses vir ter comigo.

17 Eu te cumularei de honras e farei tudo o que me disseres. Vem amaldiçoar esse povo".

18 "Ainda que o vosso senhor me desse a sua casa cheia de prata e de ouro respondeu Balaão aos servos de Balac eu não poderia transgredir a ordem do Senhor, meu Deus, nem pouco nem muito, no que quer que seja.

19 Todavia, passai ainda esta noite aqui, para que eu saiba o que o Senhor me responderá ainda desta vez."

20 Deus veio a Balaão durante a noite e disse-lhe: "que essa gente te veio chamar, levanta-te e vai com eles. Mas farás o que eu te disser".

21 Balaão levantou-se de manhã, selou sua jumenta e partiu com os chefes de Moab.

22 O Senhor irritou-se com sua partida, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho como obstáculo. Balaão cavalgava em sua jumenta, acompanhado de seus dois servos.

23 A jumenta, vendo o anjo do Senhor postado no caminho, com uma espada desembainhada na mão, desviou-se e seguiu pelo campo; o adivinho a fustigava para fazê-la voltar ao caminho.

24 Então o anjo do Senhor pôs-se em um caminho estreito que passava por entre as vinhas, com um muro de cada lado.

25 Vendo-o, a jumenta coseu-se com o muro, ferindo contra ele o de Balaão, que a fustigou de novo.

26 O anjo do Senhor deteve-se de novo mais adiante em uma passagem estreita, onde não havia espaço para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.

27 A jumenta, ao vê-lo, deitou-se debaixo de Balaão, o qual, encolerizado, a fustigava mais fortemente com seu bastão.

28 Então o Senhor abriu a boca da jumenta, que disse a Balaão: "Que te fiz eu? Por que me bateste três vezes?".

29 "Porque zombaste de mim respondeu ele . "Ah, se eu tivesse uma espada na mão! o teria matado!"

30 A jumenta replicou: "Acaso não sou eu a tua jumenta, a qual montaste até o dia de hoje? Tenho eu porventura o costume de proceder assim contigo?". "Não" respondeu ele.

31 Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo do Senhor que estava no caminho com a espada desembainhada na mão. Inclinou-se e prostrou-se com a face por terra.

32 "Por que disse-lhe o anjo do Senhor feriste três vezes a tua jumenta? Eu vim opor-me a ti, porque segues um caminho que te leva ao precipício.

33 Vendo-me, a tua jumenta desviou-se por três vezes diante de mim. Se ela não o tivesse feito, eu te haveria matado, e ela ficaria viva."

34 Balaão disse ao anjo do Senhor: "Pequei. Eu não sabia que estavas postado no caminho para deter-me. Se minha viagem te desagrada, voltarei".

35 "Segue esses homens respondeu-lhe o anjo do Senhor mas cuida de proferir as palavras que eu te disser." E Balaão partiu com os chefes de Balac.

36 Quando Balac soube de sua chegada, subiu-lhe ao encontro até a cidade de Moab, na fronteira do Arnon, na extremidade daquela terra,

37 e disse-lhe: "Mandei mensageiros chamar-te. Por que não vieste logo? Não posso eu tratar-te com honras?".

38 "Eis-me aqui respondeu Ba­laão mas poderei eu agora dizer algo de mim mesmo? direi o que Deus me puser na boca, nada mais."

39 E partiram os dois para Cariat-Husot.

40 Balac imolou em sacrifício bois e ovelhas, dos quais mandou algumas porções a Balaão e aos chefes que o acompanhavam.

41 No dia seguinte pela manhã, Balac tomou consigo o adivinho e levou-o a Bamot-Baal, de onde se podiam ver as últimas linhas do acampamento de Israel.

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