1 Vendo Balaão que era do agrado de Jeová que abençoasse a Israel, não foi, como antes, ao encontro de Nm 22.7;23.23agouros, mas voltou o rosto para o Nm 23.28deserto. 2 Levantando Balaão os olhos, viu Israel acampado nas suas tendas, segundo as suas tribos; e veio sobre ele o Nm 11.26Espírito de Deus. 3 Proferiu o seu discurso e disse:
Oráculo de Nm 24.15-16Balaão, filho de Beor;
oráculo do homem que tinha os olhos fechados;
4 oráculo daquele que Nm 22.20ouve as palavras de Deus,
que vê a Nm 12.6;Gn 15.1visão do Todo-Poderoso,
que cai e tem os olhos abertos.
5 Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó,
as tuas habitações, ó Israel!
6 Como vales que são bem extensos,
como jardins à beira dos rios,
como Sl 45.8árvore de aloés que Jeová plantou,
como Sl 1.3cedros junto às águas.
7 Dos seus baldes correrão águas,
e os seus descendentes estarão em muitas águas;
o seu rei levantar-se-á acima de Nm 24.20;1Sm 15.8Agague,
Sl 145.11-13e o seu reino será exaltado.
8 Nm 23.22Deus, que o tirou do Egito,
é para ele como a glória do boi selvagem.
Nm 23.24;Sl 2.9Ele devorará as nações, seus adversários,
e lhes quebrará os ossos
Sl 45.5e os traspassará com as suas flechas.
9 Nm 23.24;Gn 49.9Agachou-se, deitou-se como leão
e como leoa; quem o despertará?
Gn 12.3;27.29Bendito aquele que te abençoar,
e maldito o que te amaldiçoar!
10 A ira de Balaque acendeu-se contra Balaão e bateu com as mãos. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos e eis que já três vezes os abençoaste. 11 Agora, foge para o teu lugar; pensei em encher-te de honras, mas eis que Jeová te privou das honras. 12 Respondeu Balaão a Balaque: Nm 22.18Não disse eu também aos teus mensageiros que me enviaste: 13 se Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, não poderia ir além da ordem de Jeová para fazer Nm 16.28de mim mesmo ou o bem ou o mal; Nm 22.20o que disser Jeová, isso falarei? 14 Agora, eis que Nm 31.8,16;Js 13.22vou para o meu povo; vem, e avisar-te-ei o que fará este povo ao teu povo nos últimos dias. 15 Balaão proferiu o seu discurso, e disse:
Oráculo de Balaão, filho de Beor;
oráculo do homem que tinha os olhos fechados;
16 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus,
que conhece o conhecimento do Altíssimo,
que vê a visão do Todo-Poderoso,
que cai e tem os olhos abertos.
17 Eu o vejo, porém não agora;
eu o contemplo, porém não de perto.
De Jacó nascerá uma estrela,
Gn 49.10e de Israel se levantará um cetro
Nm 21.29; Is 15.1—16.14que ferirá as fontes de Moabe,
e a cabeça de todos os filhos de orgulho.
18 Gn 27.29Edom será uma possessão;
Gn 32.3Seir, seus inimigos, também será uma possessão,
enquanto Israel faz proezas.
19 Am 9.11-12De Jacó, um dominará;
da cidade, serão destruídos os sobreviventes.
20 Viu Balaão a Amaleque, proferiu o seu discurso e disse:
Amaleque era a primeira das nações,
Nm 24.24mas o seu fim será para destruição.
21 Viu os Gn 15.19queneus, proferiu o seu discurso e disse:
Durável é a tua habitação,
e posto entre as penhas o teu ninho.
22 Todavia, Caim há de ser destruído.
Até quando? Gn 10.21-22Assur te levará cativo.
23 Proferiu ainda o seu discurso e disse:
Ai! Quem viverá quando Deus fizer isso?
24 Mas naus virão das costas de Gn 10.4;Ez 27.6Quitim,
e eles afligirão a Assur;
também afligirão a Gn 10.21Héber,
Nm 24.20que também será para destruição.
25 Tendo-se Balaão levantado, foi-se e voltou para o Nm 24.14seu lugar; e também Balaque foi o seu caminho.
1 Balaão, vendo que era do agrado do Senhor que abençoasse Israel, não foi como antes ao encontro de agouros. Voltou-se para o deserto
2 e, levantando os olhos, viu Israel acampado nas tendas segundo as suas tribos. O Espírito de Deus veio sobre ele,
3 e pronunciou o oráculo seguinte: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem o olho fechado,
4 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, desfruta a visão do Todo-poderoso, e se lhe abrem os olhos quando se prostra:
5 Quão formosas tuas tendas, Jacó, tuas moradas, Israel!
6 Elas se estendem como vales, como jardins à beira do rio, como aloés plantados pelo Senhor, como cedros junto das águas.
7 Jorram águas de seus jarros, suas sementeiras são copiosamente irrigadas. Seu rei é mais poderoso que Agag, de sublime realeza.
8 Deus os retirou do Egito, e lhes deu o vigor do búfalo. Devora os povos inimigos; quebra-lhes os ossos e criva-os de flechas.
9 Deita-se, descansa como um leão, como uma leoa: quem o despertará? Bendito seja quem te abençoar, maldito quem te amaldiçoar!".
10 Balac, encolerizado contra Balaão, bateu as mãos e disse-lhe: "Foi para amaldiçoar os meus inimigos que te chamei, e eis que já pela terceira vez os abençoas.
11 Agora, vai-te depressa para a tua casa. Pensei em cumular-te de honras, mas o Senhor privou-te dessas honras".
12 "Pois não disse eu aos teus mensageiros – respondeu Balaão –
13 mesmo que Balac me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir a ordem do Senhor, nem fazer o que quer que seja por minha própria conta; somente diria o que o Senhor me ordenasse?
14 Pois bem; volto para o meu povo. Vem, pois quero anunciar-te o que esse povo fará ao teu no decurso dos tempos."
15 E Balaão pronunciou o oráculo seguinte: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem o olho fechado,
16 oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, conhece a ciência do Altíssimo, desfruta a visão do Todo-poderoso e se lhe abrem os olhos quando se prostra:
17 eu o vejo, mas não é para agora, percebo-o, mas não de perto: um astro sai de Jacó, um cetro levanta-se de Israel, que fratura a cabeça de Moab, o crânio dessa raça guerreira.
18 Edom é sua conquista, Seir, seu inimigo, é sua presa. Israel ostenta a sua força.
19 De Jacó virá um dominador que há de exterminar os sobreviventes da cidade."
20 Ao ver Amalec, Balaão pronunciou este oráculo: "Amalec é a primeira das nações, mas seu fim será o extermínio".
21 Depois, ao ver os quenitas, pronunciou o seguinte oráculo: "Sólida é a tua morada, teu ninho está posto na rocha.
22 Mas o quenita será aniquilado; Assur te levará ao cativeiro".
23 E, por fim, acrescentou este oráculo: "Povos vivem ao norte. Navios hão de aportar das costas de Citim,
24 e oprimirão Assur, e oprimirão Héber, pois, também este perecerá para sempre".
25 E, depois disso, Balaão partiu para a sua terra, enquanto Balac voltou pelo caminho por onde tinha vindo.