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Caminhando na tempestade: onde Deus está no meio do caos

Redação Bíblia Online Publicado em

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  • Reúne os devocionais de 26 de agosto de 2024 e 19 de janeiro de 2026.

The LORD is slow to anger, and great in power, and will by no means leave the guilty unpunished. The LORD has his way in the whirlwind and in the storm, and the clouds are the dust of his feet.

Quando a semana vira

Homem num barco no mar agitado estende a mão a uma figura que caminha sobre as ondas.

A notícia chegou pelo telefone, antes do café. O resto do dia foi tentando segurar as pontas, e agora é noite: você no sofá, a luz apagada, a cabeça rodando no mesmo lugar. Tudo que estava arrumado parece ter saído do lugar de uma vez. Dá vontade de desistir — e aí vem a pergunta de sempre: para onde fugir?

A Bíblia não finge que a tempestade não existe. O que ela diz é outra coisa, e vale ler devagar: o Senhor tem o seu caminho nela. Não ao lado, não depois. Dentro.

Este artigo faz parte de Devocionais

O que Naum queria dizer

Naum escreveu para um povo pequeno, Judá, debaixo da sombra do império mais cruel da época, a Assíria. O versículo está no meio de um retrato de Deus: tardio em irar-se, grande em poder, justo com o culpado. E então a imagem — o vendaval e a tempestade são o caminho dele; as nuvens, poeira dos seus pés.

Para quem ouviu aquilo primeiro, a tempestade era a Assíria. O profeta estava dizendo: o que mete medo em você não saiu do controle de Deus. O que parece o fim do mundo, para Ele, é chão por onde passa.

Naum fala de impérios, não de uma noite ruim no sofá. Mas a imagem atravessa: a mesma Bíblia que diz isso sobre o destino das nações diz que Deus não assiste de longe. Ele desceu. Em Jesus, Deus pisou neste mundo de sangue e lágrimas e andou por ele.

Ele não espera a tempestade passar

Há uma cena no Evangelho que parece ilustração do versículo de Naum. De madrugada, o barco dos discípulos batido pelo vento, e Jesus vem até eles andando sobre o mar. Não acalmou a tempestade antes de chegar. Chegou pelo meio dela, e a primeira coisa que disse foi "Coragem! Sou eu" (Mateus 14:25-27, NVI).

É isso que o pecado nos fez esquecer. Estávamos longe, do lado errado, inimigos dele — e ainda assim Ele veio procurar. Veio em Jesus, morreu por nós, e manda o Espírito para nos convencer de que aquela voz no meio do vento é a dele. Hoje, Ele bate à porta e espera alguém abrir para sentar à mesa (Apocalipse 3:20). Não bate só nos dias de sol.

Refúgio não é saída

Então, para onde fugir? O salmo responde que o lugar de se esconder não é longe da tempestade, é perto de Deus: no abrigo do Altíssimo (Salmos 91). E outro salmo é mais honesto ainda. Ele diz que Deus é refúgio e socorro na angústia — e logo em seguida descreve a terra tremendo e o mar rugindo (Salmos 46:1-3). O refúgio não é o mar ficando quieto. É Deus continuar presente enquanto o mar grita.

Isso não promete que o problema de amanhã some. Promete quem está com você nele.

O que cabe nesta noite

Antes de tentar resolver, nomeie. Diga em voz alta, no escuro mesmo, onde a água subiu: o nome da pessoa, o valor da conta, o medo que não dorme. Isso é abrir a porta. É olhar para o vento não procurando saída, mas procurando quem anda nele.

A luz do sofá continua apagada. Mas a sala não está vazia.

A tempestade não é onde Deus falta. É onde Ele passa.

Senhor, eu não sei acalmar isto. Mas o Teu caminho passa pelo vendaval, e eu estou nele. Vem andando até aqui. Deixa eu ouvir a Tua voz por cima do barulho, e me dá coragem para abrir a porta. Amém.

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