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Devocional infantil sobre perdão: a lição de Efésios 4:32

Redação Bíblia Online Publicado em

Perdoar é devolver a amizade

Mulher observa dois meninos sentados no tapete da sala, um de braços cruzados.

Perdoar o irmão é parar de guardar a raiva e voltar a ser amigo dele. Efésios 4:32 diz por que a gente faz isso: porque Deus perdoou a gente primeiro. Dito assim, parece fácil. Na hora da briga, não é. Então vamos começar por uma briga.

Este artigo faz parte de Conteúdo Infantil Devocionais em Família

Uma briga que podia ser na sua casa

Esta história é inventada. Mas talvez pareça com alguma que já aconteceu aí.

Davi tem nove anos. Passou a tarde inteira montando uma nave de blocos. Ela tinha asas, janelas e até um piloto.

A irmã dele, Lia, tem sete. Ela quis ver a nave de perto. Pegou com as duas mãos. A nave escorregou, caiu no chão e virou um monte de pecinhas.

— Você quebrou tudo! — gritou Davi. — Nunca mais entra no meu quarto!

Lia ficou parada, sem saber o que fazer. Depois correu para a cozinha.

A mãe deles, Rute, ouviu o barulho. Não perguntou quem começou. Perguntou outra coisa:

— Lia, o que você fez?

— Eu deixei a nave cair. Foi sem querer.

— E o que você precisa dizer para o seu irmão?

Lia voltou devagar até a porta do quarto. Davi estava sentado no meio das peças.

— Davi, me desculpa. Eu derrubei a sua nave. Não era para eu pegar.

Davi não respondeu. A raiva ainda estava ali, apertando o peito. Ele queria que ela sumisse, mas ela não sumia.

A mãe sentou no chão ao lado dele.

— Perdoar não é dizer que não doeu — ela falou. — É escolher não ficar com a raiva guardada.

Davi olhou para as peças. Depois olhou para a irmã.

— Tudo bem. Eu perdoo. Mas você me ajuda a montar de novo.

A nave nova ficou um pouco torta. E ficou mais bonita assim.

Um irmão que foi vendido pelos irmãos

Agora uma história que aconteceu de verdade. Ela está na Bíblia, no livro de Gênesis.

José tinha onze irmãos. Ele era o preferido do pai, Jacó, e ganhou uma túnica especial. Os irmãos tinham inveja. Muita inveja.

Um dia, longe de casa, eles agarraram José. Jogaram ele num poço vazio. Depois venderam o próprio irmão para uns viajantes, como escravo. E fizeram o pai acreditar que um animal tinha matado o filho.

José foi levado para o Egito. Passou anos como escravo. Foi parar na prisão por causa de uma mentira que contaram sobre ele. O texto diz que Deus estava com José o tempo todo. Mas José demorou muito para ver isso.

Então o rei do Egito teve um sonho que ninguém sabia explicar. José explicou: viriam sete anos de fartura e depois sete anos de fome. O rei gostou tanto que fez de José o segundo homem mais importante do Egito.

A fome chegou. Lá na terra de Jacó, a família ficou sem comida. Os irmãos viajaram até o Egito para comprar trigo. E ficaram em pé na frente do homem que tinham vendido.

Eles não reconheceram José. Ele estava diferente, com roupas de governador, falando com eles por um tradutor.

José reconheceu todos.

Ele podia mandar prender os irmãos. Podia fazer com eles o que eles fizeram com ele. Em vez disso, mandou todo mundo sair da sala. E chorou tão alto que ouviram do lado de fora.

— Eu sou José — ele disse. — Meu pai ainda está vivo?

Os irmãos ficaram mudos de medo. José chamou eles para perto. Disse para não ficarem tristes nem com raiva de si mesmos. Depois abraçou cada um, chorando.

Homem de túnica branca e colar dourado abraça outro de roupas simples, cercados por homens.

Anos mais tarde, quando o pai morreu, os irmãos tiveram medo outra vez. Será que agora José iria se vingar? José respondeu assim: vocês quiseram me fazer mal, mas Deus usou isso para o bem. E prometeu cuidar deles e dos filhos deles.

Você pode ler a cena do abraço em Gênesis 45.

O que Efésios 4:32 tem a ver com isso

Muitos anos depois de José, um homem chamado Paulo escreveu uma carta. Era para os cristãos de uma cidade chamada Éfeso. Nela está o nosso versículo.

Paulo pede três coisas: ser bondoso, ter compaixão e perdoar. E dá o motivo. Perdoem assim como Deus perdoou vocês em Cristo.

Esse é o segredo. A gente não perdoa porque o irmão merece. Às vezes ele não merece. A gente perdoa porque Deus perdoou a gente primeiro, e perdoou coisa muito maior.

Foi isso que José fez. Os irmãos não tinham como consertar o que fizeram. Ele perdoou mesmo assim.

E tem o outro lado: pedir perdão. Lia precisou dizer o que fez, sem esconder atrás do "foi sem querer". Pedir perdão de verdade é assim: dizer o erro pelo nome e não jogar a culpa no outro.

Na sua casa, pode ficar assim:

  • Quando errar: "Me desculpa, eu fiz isso." Sem "mas".

  • Quando alguém pedir: "Eu perdoo." Mesmo que a raiva ainda esteja ali. Ela diminui depois.

  • Quando for difícil: lembrar de José. E lembrar que Deus perdoou você primeiro.

Se tiverem uma Bíblia em casa, abram juntos:

Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.(Efésios 4:32)

Uma oração para fazer juntos

Senhor, obrigado porque você me perdoa. Me ajuda a pedir perdão quando eu erro. Me ajuda a perdoar meu irmão, mesmo quando é difícil. Faz da nossa casa um lugar de bondade. Amém.

Para conversar em família

  • O que você acha que José sentiu quando viu os irmãos de novo?

  • Teve alguma briga esta semana que ficou sem "me desculpa"? Quer contar como foi?

  • O que é mais difícil para você: pedir perdão ou perdoar? Por quê?

Atividade: desenhem juntos a cena em que José abraça os irmãos. Depois, cada um escreve num papel o nome de alguém que quer perdoar ou a quem quer pedir perdão. Não precisa mostrar para ninguém.

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