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Salmo para afastar más companhias dos filhos e oração

Redação Bíblia Online Publicado em

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Oração para afastar más companhias dos filhos

Mulher segura a cabeça de um adolescente de capuz verde, sentado de mãos unidas na cama.

A oração está logo abaixo, e ela pede a Deus o que você não consegue fazer sozinho: ver com quem seu filho anda quando sai pela porta, e afastar dele a amizade que puxa para baixo. As palavras dela vêm de Provérbios 13:20 e do Salmo 1 — o provérbio sobre quem anda com os sábios, e o salmo sobre quem não se senta no conselho dos ímpios.

Antes de rezar, pare um instante. Solte os ombros. Respire até o fim. Essa preocupação que você carrega há dias não precisa ser carregada em voz alta agora — pode ser entregue devagar.

Pai, hoje eu vim falar do meu filho.

Eu não vejo com quem ele anda quando sai de casa, mas tu vês. Afasta dele as más companhias — a amizade que puxa para baixo, a voz que o chama para onde ele não deveria ir. Que ele não ande no conselho dos ímpios nem se sente onde a zombaria é lei.

Coloca no caminho dele amigos que somam, porque quem anda com os sábios fica sábio. Dá a ele olhos para perceber o perigo a tempo.

Guarda a entrada e a saída dele, onde os meus braços não chegam. O que eu não controlo, eu entrego a ti.

Amém.

(Provérbios 13:20; Salmo 1:1; Salmo 121:8)

Se puder, fique mais um pouco em silêncio depois do "Amém". A oração não termina quando as palavras acabam — termina quando o coração solta.

Este artigo faz parte de Orações Família e Filhos

O salmo para afastar más companhias: o Salmo 1

Quem procura um salmo para esta situação costuma encontrar o primeiro de todos. Ele abre o livro inteiro falando exatamente disso: com quem a pessoa anda, onde ela para, com quem ela se senta.

Bem-aventurado o homem

que não anda

segundo o conselho dos ímpios,

nem se detém

no caminho dos pecadores,

nem se assenta

na roda dos escarnecedores.(Salmos 1:1)

Repare nos três verbos: andar, parar, sentar. É uma descida lenta. Primeiro a pessoa só passa pelo caminho dos ímpios. Depois para um pouco. Depois se acomoda no meio da zombaria como se fosse a casa dela. Ninguém se perde de uma vez — perde-se de passo em passo.

O salmo não é uma fórmula que se recita para espantar alguém. Ele descreve dois caminhos e pede que a gente escolha um. Por isso serve tão bem como oração de pai e mãe: você não está pedindo que Deus faça mágica, está pedindo que seu filho não dê o segundo passo, nem o terceiro.

E o salmo não termina no aviso. Nos versículos seguintes, quem se afasta desse caminho é comparado a uma árvore plantada junto a correntes de água, que dá fruto no tempo certo e cuja folha não murcha. É uma imagem para guardar quando o medo aperta: a raiz, a água, o tempo. Leia o Salmo 1 inteiro, devagar, se puder — são só seis versículos.

O que Provérbios 13:20 diz sobre as amizades

O outro texto que ecoa dentro da oração é um provérbio curto, de uma linha só.

O que anda com os sábios

ficará sábio,

mas o companheiro

dos tolos será destruído.(Provérbios 13:20)

O livro de Provérbios é, em grande parte, um pai falando com um filho. A expressão "filho meu" se repete dezenas de vezes. Já no primeiro capítulo o pai avisa: se os pecadores te atraírem, não consintas; não andes no caminho deles. Você pode ler esse trecho em Provérbios 1 — e talvez reconheça ali a sua própria voz.

Em Provérbios 13:20, a lógica é simples: a companhia molda. Quem anda com os sábios absorve sabedoria sem perceber; quem anda com os tolos sofre as consequências que nem eram dele. Não é castigo, é contágio.

Paulo diz a mesma coisa séculos depois, citando até um dito popular da época: as más companhias corrompem os bons costumes. Está em 1 Coríntios 15:33. A Bíblia não trata isso como preocupação de mãe exagerada. Trata como realidade.

Mas repare no que o provérbio não diz. Ele não diz que o filho de quem ora estará protegido de toda influência ruim. Diz como as coisas funcionam, e deixa a escolha com quem anda. Por isso a oração acima pede que seu filho tenha olhos para ver — e não que ele nunca encontre o perigo.

Quando é uma pessoa específica

Às vezes não é "más companhias" em geral. É um nome. Um amigo, uma namorada, alguém que entrou na vida do seu filho e desde então ele mudou. Você reza e, no fundo, está rezando para que essa pessoa saia da vida dele.

Pode dizer o nome a Deus. A oração sincera não precisa de eufemismo. Mas vale perguntar, em silêncio: o que exatamente estou pedindo?

A Bíblia não ensina a pedir mal para ninguém. Jesus foi longe demais para o nosso gosto nisso: pediu que orássemos até por quem nos persegue (Mateus 5:44). A pessoa que você vê como ameaça é alguém também — com uma história, talvez com uma casa onde ninguém reza por ela.

Então o pedido muda de forma sem perder a força. Em vez de "tira essa pessoa", pode ser: "Senhor, se essa amizade faz mal ao meu filho, afasta os dois com gentileza. E cuida dessa pessoa também, porque eu não sei cuidar." Esse pedido você consegue fazer de coração limpo. O outro, dificilmente.

O que a oração não faz — e o que a presença faz

Aqui vem a parte honesta, que o medo não gosta de ouvir.

Orar não é um controle remoto. Você não aperta um botão e o seu filho se afasta de quem você não aprova. A oração é entrega: você coloca nas mãos de Deus aquilo que estava apertando nas suas. Se depois de orar você sai mais vigilante, mais ansioso, mais pronto para checar o telefone dele — talvez ainda não tenha entregado.

Pergunte-se com calma: onde termina o meu cuidado e onde começa a minha tentativa de controlar? A linha é fina, e ninguém a vê o tempo todo. Mas vale a pena olhar para ela.

E há o caso difícil: o filho que já é adulto. Que não mora mais em casa, não pede opinião, não quer conversa. Para esse pai e essa mãe, a Bíblia tem uma figura: o pai da parábola em Lucas 15, que não saiu atrás do filho, mas também não trancou a porta. Ficou olhando a estrada. Quando o filho apareceu ao longe, ele já estava de pé.

É pouco? Parece pouco. Mas uma porta aberta e uma pessoa disposta a escutar, ao longo dos anos, costumam pesar mais do que qualquer vigilância. Seu filho pode esquecer tudo o que você disse. Dificilmente esquece onde é a casa.

O que fica para o fim do dia

A oração que está no começo desta página pede que Deus guarde "a entrada e a saída" do seu filho. A frase é do Salmo 121, um salmo de viagem, feito para quem vai sair pela estrada e para quem fica em casa olhando.

Você é quem fica. E quem fica também tem o que fazer: respirar, confiar, dormir.

Quando a preocupação voltar à noite — e ela vai voltar — não precisa rezar tudo de novo. Basta uma frase, dita devagar, no escuro:

Senhor, onde eu não chego, tu chegas. Guarda os passos do meu filho esta noite. O resto eu deixo contigo. Amém.

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