Hino de Davi
1 Guarda-me, ó Deus,
porque em ti confio.
2 A minha alma disse ao Senhor:
Tu és o meu Senhor,
a minha bondade não chega
à tua presença,
3 Mas aos santos que estão
na terra,
e aos ilustres
em quem está todo o meu prazer.
4 As dores se multiplicarão
àqueles que se apressam
a fazer oferendas a outro deus;
eu não oferecerei
as suas libações de sangue,
nem tomarei os seus nomes
nos meus lábios.
5 O Senhor é a porção
da minha herança
e do meu cálice;
tu sustentas a minha sorte.
6 As linhas caem-me
em lugares deliciosos:
sim, coube-me uma formosa herança.
7 Louvarei ao Senhor,
que me aconselhou;
até as minhas entranhas
me ensinam de noite.
8 Tenho posto o Senhor
continuamente diante de mim;
por isso que ele está
à minha mão direita,
nunca vacilarei.
9 Portanto está alegre o meu coração
e se regozija a minha glória;
também a minha carne
repousará segura.
10 Pois não deixarás
a minha alma no inferno,
nem permitirás que o teu Santo
veja corrupção.
11 Far-me-ás ver
a vereda da vida;
na tua presença
há fartura de alegrias;
à tua mão direita,
há delícias perpetuamente.
Almeida Corrigida Fiel | acf ©️ 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização. Saiba mais sobre a SBTB. A Missão da SBTB é: Uma cópia da Bíblia Fiel ®️ para cada pessoa. Ajude-nos a cumprir nossa Missão!
1 Súplica de Davi. Ouvi, Senhor, uma causa justa! Atendei a meu clamor! Escutai minha prece, de lábios sem malícia.
2 Venha de vós o meu julgamento, e vossos olhos reconheçam que sou íntegro.
3 Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniquidade em mim.
4 Minha boca não pecou, como costumam os homens; conforme as palavras dos vossos lábios, segui os caminhos da lei.
5 Meus passos se mantiveram firmes nas vossas sendas, meus pés não titubearam.
6 Eu vos invoco, pois me atendereis, Senhor; inclinai vossos ouvidos para mim, escutai minha voz.
7 Mostrai a vossa admirável misericórdia, vós que salvais dos adversários os que se acolhem à vossa direita.
8 Guardai-me como a pupila dos olhos, escondei-me à sombra de vossas asas,
9 longe dos pecadores, que me querem fazer violência. Meus inimigos me rodeiam com furor.
10 Seu coração endurecido se fecha à piedade; só têm na boca palavras arrogantes.
11 Eis que agora me cercam, espreitam para me prostrar por terra;
12 qual leão que se atira ávido sobre a presa, e como o leãozinho no seu covil.
13 Levantai-vos, Senhor, correi-lhe ao encontro, derrubai-o; com vossa espada livrai-me do pecador,
14 com vossa mão livrai-me dos homens, desses cuja única felicidade está nesta vida, que têm o ventre repleto de bens, cujos filhos vivem na abundância e deixam ainda aos seus filhos o que lhes sobra.
15 Mas eu, confiado na vossa justiça, contemplarei a vossa face; ao despertar, irei saciar-me com a visão de vosso ser.