Ao mestre de canto, segundo a melodia "Não destruas". Hino de Davi
1 Acaso falais vós, deveras,
ó congregação,
a justiça? Julgais retamente,
ó filhos dos homens?
2 Antes no coração forjais iniquidades;
sobre a terra
pesais a
violência das vossas
mãos.
3 Alienam-se os ímpios desde a madre;
andam errados desde
que nasceram,
falando mentiras.
4 O seu veneno é semelhante ao veneno da serpente;
são como a víbora surda,
que tapa os
ouvidos,
5 Para não ouvir a voz
dos encantadores,
do encantador sábio
em encantamentos.
6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes nas suas bocas;
arranca, Senhor,
os queixais
aos filhos dos leões.
7 Escorram como águas que correm constantemente.
Quando ele armar as suas flechas,
fiquem feitas
em pedaços.
8 Como a lesma se derrete,
assim se vá
cada um deles; como o aborto de uma mulher,
que nunca viu o sol.
9 Antes que as vossas
panelas sintam o calor dos espinhos,
como por um
redemoinho os
arrebatará ele,
vivo e
em indignação.
10 O justo se alegrará quando vir a vingança;
lavará os seus pés
no sangue
do ímpio.
11 Então dirá o homem:
Deveras há uma recompensa para o justo;
deveras há um Deus
que julga na terra.
Almeida Corrigida Fiel | acf ©️ 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização. Saiba mais sobre a SBTB. A Missão da SBTB é: Uma cópia da Bíblia Fiel ®️ para cada pessoa. Ajude-nos a cumprir nossa Missão!
1 Para o mestre de canto. "Não destruas". Cântico de Davi, quando Saul mandou cercar-lhe a casa para matá-lo.
2 Livrai-me, ó meu Deus, dos meus inimigos, defendei-me dos meus adversários.
3 Livrai-me dos que praticam o mal, salvai-me dos homens sanguinários.
4 Vede: armam ciladas para me tirar a vida, homens poderosos conspiram contra mim.
5 Senhor, não há em mim crime nem pecado. Sem que eu tenha culpa, eles acorrem e atacam. Despertai-vos, vinde para mim e vede,
6 porque vós, Senhor dos exércitos, sois o Deus de Israel. Erguei-vos para castigar esses pagãos, não tenhais misericórdia desses pérfidos.
7 Eles voltam todas as noites, latindo como cães, e percorrem a cidade toda.
8 Eis que se jactam à boca cheia, tendo nos lábios só injúrias, e dizem: "Pois quem é que nos ouve?".
9 Mas vós, Senhor, vós rides deles, zombais de todos os pagãos.
10 Ó vós que sois a minha força, é para vós que eu me volto. Porque vós, ó Deus, sois a minha defesa.
11 Ó meu Deus, vós sois todo bondade para mim. Venha Deus em meu auxílio, faça-me deleitar pela perda de meus inimigos.
12 Destruí-os, ó meu Deus, para que não percam o meu povo; conturbai-os, abatei-os com vosso poder, ó Deus, nosso escudo.
13 Cada palavra de seus lábios é um pecado. Que eles, surpreendidos em sua arrogância, sejam as vítimas de suas próprias calúnias e maldições.
14 Destruí-os em vossa cólera, destruí-os para que não subsistam, para que se saiba que Deus reina em Jacó e até os confins da terra.
15 Todas as noites eles voltam, latindo como cães, rondando pela cidade toda.
16 Vagueiam em busca de alimento; não se fartando, eles se põem a uivar.
17 Eu, porém, cantarei vosso poder, e desde o amanhecer celebrarei vossa bondade, porque vós sois o meu amparo, um refúgio no dia da tribulação.
18 Ó vós, que sois a minha força, a vós, meu Deus, cantarei salmos porque sois minha defesa. Ó meu Deus, vós sois todo bondade para mim.