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Salmos 54

AVM
A oração que pede o socorro de Deus

Ao mestre de canto. Salmo didático. Para instrumentos de cordas. De Davi, quando os zifeus foram dizer a Saul: "Não está Davi escondido entre nós?"

1 Salva-me, ó Deus, pelo teu nome,

e faze-me justiça pelo teu poder.

2 Ó Deus, ouve a minha oração,

inclina os teus ouvidos

às palavras da minha boca.

3 Porque os estranhos se levantam contra mim,

e tiranos procuram a minha vida;

não têm posto

Deus perante os seus olhos.

(Selá.)

4 Eis que Deus é o meu ajudador,

o Senhor está

com aqueles que sustêm a minha alma.

5 Ele recompensará

com o mal os meus inimigos.

Destrói-os na tua

verdade.

6 Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios;

louvarei o teu nome,

ó Senhor,

porque é bom,

7 Pois me tem livrado de toda a angústia;

e os meus olhos viram

o meu desejo

sobre os meus inimigos.

Almeida Corrigida Fiel | acf ©️ 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização. Saiba mais sobre a SBTB. A Missão da SBTB é: Uma cópia da Bíblia Fiel ®️ para cada pessoa. Ajude-nos a cumprir nossa Missão!

1 Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Hino de Davi.

2 Prestai ouvidos, ó Deus, à minha oração, não vos furteis à minha súplica;

3 escutai-me e atendei-me. Na minha angústia agito-me num vaivém, perturbo-me

4 à voz do inimigo, sob os gritos do pecador. Eles lançam o mal contra mim, e me perseguem com furor.

5 Palpita-me no peito o coração, invade-me um pavor de morte.

6 Apoderam-se de mim o terror e o medo, e o pavor me assalta.

7 Digo-me, então: tivesse eu asas como a pomba, voaria para um lugar de repouso;

8 iria bem longe morar no deserto.

9 Apressado buscaria um abrigo contra o vendaval e a tempestade.

10 Destruí-os, Senhor, confundi-lhes as línguas, porque vejo violência e discórdia na cidade.

11 Dia e noite percorrem suas muralhas, no seu interior injustiça e opressão.

12 Grassa a astúcia no seu meio, a iniquidade e a fraude não deixam suas praças.

13 Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado; se a agressão partisse de quem me odeia, dele me esconderia.

14 Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo,

15 com quem me entretinha em doces colóquios; com quem, por entre a multidão, íamos à casa de Deus.

16 Que a morte os colha de improviso, que eles desçam vivos à mansão dos mortos. Porque entre eles, em suas moradas, perversidade.

17 Eu, porém, bradarei a Deus, e o Senhor me livrará.

18 Pela tarde, de manhã e ao meio-dia lamentarei e gemerei; e ele ouvirá minha voz.

19 Ele me dará a paz, livrando minha alma dos que me acossam, pois numerosos são meus inimigos.

20 O Senhor me ouvirá e os humilhará, ele que reina eternamente, porque não se emendem nem temem a Deus.

21 Cada um deles levanta a mão contra seus amigos. Todos violam suas alianças.

22 De semblante mais brando do que o creme, trazem, contudo, no coração a hostilidade; suas palavras são mais untuosas do que o óleo, porém, na verdade, espadas afiadas.

23 Depõe no Senhor os teus cuidados, porque ele será teu sustentáculo; não permitirá jamais que vacile o justo.

24 E vós, ó meu Deus, vós os precipitareis no fundo do abismo da morte. Os homens sanguinários e ardilosos não alcançarão a metade de seus dias! Quanto a mim, é em vós, Senhor, que ponho minha esperança.

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