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Marcos 6

IRB20

1 Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos.

2 Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: "Donde lhe vem isso? Que sabedo­ria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres?

3 Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?". E ficaram perplexos a seu respeito.

4 Mas Jesus disse-lhes: "Um profeta é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa".

5 Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.

6 Admirava-se ele da desconfiança deles. E, ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas. (= Mt 10,5-15 = Lc 9,1-6)

7 Então, chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.

8 Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o cami­nho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto;

9 como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.

10 E disse-lhes: "Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali.

11 Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o dos vossos pés em testemunho contra ele".

12 Eles partiram e pregaram a penitência.

13 Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam. (= Mt 14,1-12 = Lc 3,19s; 9,7s)

14 O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tornara célebre. Dizia-se: "João Batista ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer milagres opera nele".

15 Uns afirmavam: "É Elias!" Diziam outros: "É um profeta como qualquer outro".

16 Ouvindo isso, Herodes repetia: "É João, a quem mandei decapitar. Ele ressuscitou!".

17 Pois o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.

18 João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".

19 Por isso, Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.

20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.

21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galileia.

22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei".

23 E jurou-lhe: "Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino".

24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: "Que hei de pedir?". E a mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".

25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: "Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista".

26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.

27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,

28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.

29 Ouvindo isso, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro. (= Mt 14,13-21 = Lc 9,10-17 = Jo 6,1-13)

30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado.

31 Ele disse-lhes: "Vinde à parte, para algum lugar deserto e descansai um pouco." Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer.

32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte.

33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles.

34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

35 A hora estava bem avançada quando se achegaram a ele os seus discípulos e disseram: "Este lugar é deserto, e é tarde.

36 Despede-os, para irem aos sítios e aldeias vizinhas a comprar algum alimento".

37 Mas ele respondeu-lhes: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Replicaram-lhe: "Iremos comprar duzentos dená­rios de pão para dar-lhes de comer?".

38 Ele perguntou-lhes: "Quantos pães tendes? Ide ver". Depois de se terem informado, disseram: "Cinco, e dois peixes".

39 Ordenou-lhes que mandassem todos sentar-se, em grupos, na relva verde.

40 E assentaram-se em grupos de cem e de cinquenta.

41 Então, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e os deu a seus discípulos, para que lhos distribuíssem, e repartiu entre todos os dois peixes.

42 Todos comeram e ficaram fartos.

43 Recolheram do que sobrou doze cestos cheios de pedaços, e os restos dos peixes.

44 Foram cinco mil os homens que haviam comido daqueles pães.

45 Imediatamente ele obrigou os seus discípulos a subirem para a barca, para que chegassem antes dele à outra margem, em frente de Betsaida, enquanto ele mesmo despedia o povo. (= Mt 14,22-33 = Jo 6,15-21)

46 E despedido que foi o povo, retirou-se ao monte para orar.

47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra.

48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles.

49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram;

50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: "Tranquilizai-vos, sou eu; não vos assusteis!".

51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor,

52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis. (= Mt 14,34ss)

53 Navegaram para o outro lado e chegaram à região de Genesaré, onde aportaram.

54 Assim que saíram da barca, o povo o reconheceu.

55 Percorrendo toda aquela região, começaram a levar, em leitos, os que padeciam de algum mal, para o lugar onde ouviam dizer que ele se encontrava.

56 Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pe­diam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos. (= Mt 15,1-20)

Gesù disprezzato a Nazaret

1 Poi partì di e venne nel suo paese e i suoi discepoli lo seguirono.

2 Venuto il sabato, si mise a insegnare nella sinagoga; molti, udendolo, si stupivano e dicevano: "Da dove gli vengono queste cose? Che sapienza è questa che gli è data? E che cosa sono queste opere potenti fatte per mano sua? 3 Non è costui il falegname, il figlio di Maria, e il fratello di Giacomo, di Iose, di Giuda e di Simone? E le sue sorelle non stanno qui da noi?". E si scandalizzavano di lui.

4 Ma Gesù diceva loro: "Nessun profeta è disprezzato se non nella sua patria, tra i suoi parenti e in casa sua". 5 E non vi poté fare alcuna opera potente, salvo che, imposte le mani ad alcuni pochi infermi, li guarì. 6 E si meravigliava della loro incredulità.

I dodici apostoli e la loro missione

E andava in giro per i villaggi, insegnando.

7 Poi chiamò a i dodici e cominciò a mandarli a due a due; e diede loro potere sugli spiriti immondi. 8 E comandò loro di non prendere nulla per il viaggio, ma soltanto un bastone; pane, sacca, denaro nella cintura, 9 ma di calzare sandali e di non indossare due tuniche.

10 E diceva loro: "Dovunque sarete entrati in una casa, trattenetevi , finché non ve ne andiate da quel posto 11 e, se in qualche luogo non vi ricevono vi ascoltano, andandovene di , scuotetevi la polvere da sotto i piedi; ciò serva di testimonianza contro di loro".

12 E, partiti, predicavano che la gente si ravvedesse; 13 scacciavano molti demòni, ungevano d’olio molti infermi e li guarivano.

Morte di Giovanni il battista

14 Il re Erode udì parlare di Gesù, perché la sua fama si era sparsa, e diceva: "Giovanni il battista è risuscitato dai morti ed è per questo che agiscono in lui le potenze miracolose". 15 Altri invece dicevano: "È Elia!". E altri: "È un profeta come quelli di una volta". 16 Ma Erode, udito ciò, diceva: "È quel Giovanni che io ho fatto decapitare; è lui che è risuscitato!".

17 Poiché Erode aveva fatto arrestare Giovanni e l’aveva fatto incatenare in prigione a causa di Erodiade, moglie di Filippo suo fratello, che egli, Erode, aveva sposato. 18 Giovanni infatti gli diceva: "Non ti è lecito tenere la moglie di tuo fratello!". 19 Erodiade perciò gli serbava rancore e bramava di farlo morire, ma non poteva; 20 Erode, infatti, aveva soggezione di Giovanni, sapendolo uomo giusto e santo, e lo proteggeva; dopo averlo udito era molto perplesso e lo ascoltava volentieri.

21 Venne però il giorno opportuno quando Erode, per il suo compleanno, fece un convito ai grandi della sua corte, ai capitani e ai principali della Galilea; 22 la figlia della stessa Erodiade, essendo entrata, ballò e piacque a Erode e ai commensali. E il re disse alla fanciulla: "Chiedimi quello che vuoi e te lo darò". 23 E le giurò: "Ti darò qualsiasi cosa mi chiederai, fino alla metà del mio regno". 24 Costei, uscita, domandò a sua madre: "Che cosa chiederò?". E quella le disse: "La testa di Giovanni il battista". 25 E rientrata subito frettolosamente dal re, gli fece questa richiesta: "Voglio che sul momento tu mi dia, in un piatto, la testa di Giovanni il battista". 26 Il re ne fu grandemente rattristato, ma a motivo dei giuramenti fatti e dei commensali non volle dirle di no 27 e mandò subito una guardia con l’ordine di portargli la sua testa. 28 Quegli andò, lo decapitò nella prigione, ne portò la testa in un piatto e la diede alla fanciulla e la fanciulla la diede a sua madre. 29 I discepoli di Giovanni, udita la cosa, andarono a prendere il suo corpo e lo deposero in un sepolcro.

Prima moltiplicazione dei pani

30 Gli apostoli, essendosi raccolti intorno a Gesù, gli riferirono tutto quello che avevano fatto e insegnato. 31 Ed egli disse loro: "Venitevene ora in disparte, in luogo solitario, e riposatevi un po". Difatti era tanta la gente che andava e veniva, che essi non avevano neppure tempo di mangiare.

32 Partirono dunque con la barca per andare in un luogo solitario in disparte. 33 Molti li videro partire e li riconobbero; e da tutte le città accorsero a piedi e vi giunsero prima di loro. 34 E come Gesù fu sbarcato, vide una gran folla e ne ebbe compassione, perché erano come pecore che non hanno pastore, e si mise a insegnare loro molte cose.

35 Essendo già tardi, i discepoli gli si accostarono e gli dissero: "Questo luogo è deserto ed è già tardi; 36 congedali, affinché vadano per le campagne e per i villaggi nei dintorni a comprarsi qualcosa da mangiare". 37 Ma egli rispose loro: "Date loro voi da mangiare". Ed essi a lui: "Andremo noi a comprare duecento denari di pane e daremo loro da mangiare?". 38 Egli domandò loro: "Quanti pani avete? Andate a vedere". Ed essi, accertatisi, risposero: "Cinque, e due pesci". 39 Allora egli comandò loro di farli accomodare a gruppi sull’erba verde 40 e si sedettero per gruppi di cento e di cinquanta. 41 Poi Gesù prese i cinque pani e i due pesci e, alzati gli occhi verso il cielo, benedisse e spezzò i pani e li diede ai discepoli, affinché li distribuissero alla gente; e divise pure i due pesci fra tutti. 42 Tutti mangiarono e furono sazi 43 e si portarono via dodici ceste piene di pezzi di pane, e anche i resti dei pesci. 44 Quelli che avevano mangiato i pani erano cinquemila uomini.

Gesù cammina sul mare

45 Subito dopo Gesù obbligò i suoi discepoli a montare nella barca e a precederlo sull’altra riva, verso Betsaida, mentre egli avrebbe congedato la folla. 46 Preso commiato, se ne andò sul monte a pregare.

47 Fattosi sera, la barca era in mezzo al mare ed egli era solo a terra. 48 Vedendoli che si affannavano a remare perché il vento era loro contrario, verso la quarta vigilia della notte andò loro incontro camminando sul mare e voleva oltrepassarli; 49 ma essi, vedutolo camminare sul mare, pensarono che fosse un fantasma e si misero a gridare, 50 perché tutti lo videro e ne furono sconvolti. Ma egli subito parlò loro e disse: "Coraggio, sono io; non temete!". 51 Salì sulla barca con loro e il vento si calmò; essi più che mai si sbigottirono, 52 perché non avevano capito il fatto dei pani, anzi il loro cuore era indurito.

Guarigioni di Gesù a Gennesaret

53 Passati all’altra riva, vennero e presero terra a Gennesaret; 54 come furono sbarcati, subito lo riconobbero, 55 corsero per tutto il paese e cominciarono a portare qua e i malati sui loro lettucci, dovunque sentivano dire che egli si trovasse. 56 E dovunque egli giungeva, nei villaggi, città o campagne, ponevano gli infermi nelle piazze e lo pregavano che li lasciasse toccare almeno il lembo della sua veste. E tutti quelli che lo toccavano, erano guariti.

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