A preferência de Deus
For I desired mercy, and not sacrifice; and the knowledge of God more than burnt offerings.
A religiosidade humana pode levar as pessoas a acreditar que o que Deus mais aprecia são as práticas externas: cultos elaborados, liturgias, horários, dias especiais e até sacrifícios. Também pode levar alguém a pensar que é possível conquistar o favor de Deus por meio da construção de templos suntuosos, da criação de imagens que tentem representá-lo ou da busca por intermediários que ocupem um lugar que pertence a Cristo.
Mas Oséias 6:6 mostra que Deus não se agrada de uma religiosidade que mantém aparências enquanto o coração permanece distante dele. Ao dizer que prefere a misericórdia aos sacrifícios e o conhecimento de Deus aos holocaustos, o Senhor mostra que não deseja apenas práticas religiosas externas. Ele deseja um relacionamento verdadeiro com ele, que produza fidelidade, misericórdia e obediência.
Isso não significa que Deus despreze o culto ou a adoração. O próprio Deus estabeleceu práticas de culto no Antigo Testamento, e a Bíblia nos chama a adorá-lo. O problema está em tentar substituir uma vida de obediência por atos religiosos. Por isso, Paulo nos orienta a apresentar o nosso corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, entendendo isso como um culto racional (Romanos 12:1).
A religiosidade humana também pode ser atraída por suas próprias imaginações. A variedade de religiões, crenças e práticas existentes no mundo mostra como o ser humano pode criar diferentes maneiras de tentar se aproximar do divino. Mas Deus não nos deixou sem direção. Ele revelou sua vontade nas Escrituras e, de maneira plena, revelou-se em Jesus Cristo. Não precisamos inventar um caminho até Deus: precisamos conhecer aquele que ele revelou e viver de acordo com a sua Palavra.
Por isso, continuemos a oferecer a Deus um culto que esteja fundamentado na sua Palavra. Mas não nos esqueçamos de que o verdadeiro culto não termina no templo, na música ou nas palavras. Ele também aparece na maneira como tratamos as pessoas, praticamos a misericórdia e obedecemos a Deus. Jesus resumiu esse caminho no amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-40).
Deus lhe abençoe!
“Entender a vontade de Deus é meu problema; levar a efeito a vontade de Deus é meu privilégio; minimizar o valor da vontade de Deus é meu perigo.” — Paul Stromberg Rees