A praga da peste nos animais
1 Disse Jeová a Moisés: Entra a Faraó e dize-lhe: Assim diz Jeová, o Deus dos hebreus: Êx 4.23Deixa ir o meu povo para que me sirva. 2 Pois, se tu recusares deixá-los ir e houveres de retê-los ainda, 3 eis que a mão de Jeová é sobre o teu gado que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave. 4 Êx 8.22Jeová fará uma separação entre o gado de Israel e o gado do Egito; Êx 9.6não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel. 5 Jeová designou um prazo, dizendo: Amanhã, fará Jeová isso na terra. 6 Fez Jeová isso no dia seguinte; Êx 9.19-20,25;11.5morreu todo o gado do Egito, Êx 9.4porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum. 7 Mandou Faraó ver, e eis que do gado dos israelitas não morrera nem sequer um. Mas o coração de Faraó estava obstinado, e não deixou ir o povo.
A praga das úlceras
8 Disse Jeová a Moisés e a Arão: Tomai-vos mãos cheias de cinza do forno e Moisés a lance ao ar diante de Faraó. 9 E ela tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e haverá tumores que se arrebentam em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito. 10 Eles tomaram a cinza do forno e se apresentaram diante de Faraó; Moisés lançou-a ao ar, e ela tornou-se em tumores que se arrebentavam em úlceras nos homens e no gado. 11 Êx 8.18Os magos não podiam ter-se em pé diante de Moisés por causa dos tumores; pois havia tumores nos magos e em todos os egípcios. 12 Êx 4.21Jeová endureceu o coração de Faraó, e este não ouviu, como Jeová havia dito a Moisés.
As ameaças de Deus
13 Disse Jeová a Moisés: Êx 8.20Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante de Faraó e dize-lhe: Assim diz Jeová, o Deus dos hebreus: Êx 4.23Deixa ir o meu povo para que me sirva. 14 Pois esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo; para que saibas que não há Êx 8.10quem seja semelhante a mim em toda a terra. 15 Agora, eu poderia ter estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com pestilência, e tu terias sido cortado da terra; 16 mas deveras Rm 9.17para isso te hei mantido em pé, para te mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. 17 Levantas-te ainda contra o meu povo, para não deixá-lo ir? 18 Eis que amanhã por este tempo Êx 9.23-24farei cair uma mui grande chuva de pedras, como nunca houve no Egito desde o dia em que foi fundado até agora. 19 Envia, recolhe com pressa Êx 9.6o teu gado e tudo o que tens no campo; pois sobre Êx 9.25todo homem e animal que se acharem no campo e não se recolherem à casa cairá a chuva de pedras, e morrerão. 20 Pv 13.13Aquele que dentre os servos de Faraó temia a Jeová fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas; 21 porém aquele que não se importava com a palavra de Jeová deixou os seus servos e o seu gado no campo.
A praga da saraiva
22 Disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão para o céu, a fim de que caia uma chuva de pedras em toda a terra do Egito, sobre homens, sobre animais e sobre toda a erva do campo em toda a terra do Egito. 23 Moisés estendeu a sua vara para o céu; Jeová enviou trovões e chuva de pedras, e fogo desceu à terra; e Gn 19.24fez Jeová cair uma chuva de pedras sobre a terra do Egito. 24 Assim havia chuva de pedras e fogo misturado com a chuva de pedras mui grande, qual nunca houve em toda a terra do Egito desde que veio a ser uma nação. 25 Por toda a terra do Egito, Êx 9.19;Sl 78.47-48;105.32a chuva de pedras feriu tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; a chuva de pedras feriu toda a erva do campo e quebrou toda árvore do campo. 26 Êx 8.22Somente na terra de Gósen, onde se achavam os filhos de Israel, não havia chuva de pedras.
27 Mandou Faraó Êx 8.8chamar a Moisés e a Arão e disse-lhes: Êx 10.16-17Esta vez pequei; Jeová é justo, e eu e o meu povo somos ímpios. 28 Êx 8.8Rogai a Jeová, pois já bastam estes grandes trovões e a chuva de pedras. Êx 8.25;10.8Eu vos deixarei ir, e vós não permanecereis mais aqui. 29 Respondeu-lhe Moisés: Logo que eu tiver saído da cidade, estenderei as mãos a Jeová; cessarão os trovões, e não haverá mais chuva de pedras, para que saibas que Êx 8.22;19.5;20.11;Sl 24.1a terra é de Jeová. 30 Êx 8.29Mas, quanto a ti e a teus servos, eu sei que ainda não temereis a Deus Jeová. 31 O linho e a cevada foram feridos, pois a cevada estava na espiga, e o linho, em flor. 32 Mas o trigo e a espelta não receberam dano, pois não estavam crescidos. 33 Saiu Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos a Jeová; cessaram os trovões e a chuva de pedras, e não caiu mais saraiva sobre a terra. 34 Tendo Faraó visto que a chuva, e a saraiva, e os trovões haviam cessado, tornou a pecar e endureceu o seu coração, ele e os seus servos. 35 O coração de Faraó ficou endurecido, e não deixou ir os filhos de Israel; como Jeová havia dito a Moisés.
A quinta praga: morte dos rebanhos
1 Depois, o Senhor disse a Moisés:
— Vá ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: "Deixe o meu povo ir para prestar-me culto". 2 Se você ainda se recusar a deixá-lo ir e continuar a impedi-lo, 3 saiba que a mão do Senhor trará uma praga terrível sobre os rebanhos do faraó que estão nos campos: os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas. 4 O Senhor, porém, fará distinção entre os rebanhos de Israel e os do Egito. Nenhum animal dos israelitas morrerá.
5 O Senhor estabeleceu um prazo, dizendo:
— Amanhã o Senhor fará o que prometeu nesta terra.
6 No dia seguinte, o Senhor o fez. Todos os rebanhos dos egípcios morreram, mas nenhum rebanho dos israelitas morreu. 7 O faraó mandou verificar e constatou que nenhum animal dos israelitas havia morrido. Mesmo assim, o seu coração tornou-se insensível, e ele não deixou o povo ir.
A sexta praga: feridas purulentas
8 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:
— Tirem um punhado de cinza de uma fornalha, e Moisés o lançará para o alto, diante do faraó. 9 Ela se tornará como um pó fino sobre toda a terra do Egito, e feridas purulentas surgirão nos seres humanos e nos animais em todo o Egito.
10 Eles tiraram cinza de uma fornalha e se puseram diante do faraó. Moisés a lançou para o alto, e feridas purulentas surgiram nos homens e nos animais. 11 Nem os magos podiam manter-se diante de Moisés, porque ficaram cobertos de feridas, como os demais egípcios. 12 O Senhor, porém, endureceu o coração do faraó, e ele não deu ouvidos a Moisés e Arão, conforme o Senhor tinha dito a Moisés.
A sétima praga: granizo
13 O Senhor disse a Moisés:
— Levante-se bem cedo, apresente-se ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: "Deixe o meu povo ir para prestar-me culto. 14 Caso contrário, mandarei desta vez todas as minhas pragas contra você, contra os seus oficiais e contra o seu povo, para que você saiba que em toda a terra não há ninguém como eu. 15 Porque eu já poderia ter estendido a mão, ferindo você e o seu povo com uma praga que os teria eliminado da terra. 16 Eu, porém, o mantive em pé exatamente com este propósito: mostrar-lhe o meu poder para que o meu nome seja proclamado em toda a terra. 17 Contudo, você ainda insiste em destratar de forma insolente o meu povo e não o deixa ir. 18 Amanhã, a esta hora, enviarei a pior tempestade de granizo que já caiu sobre o Egito, desde o dia da sua fundação até hoje. 19 Agora, mande recolher os seus rebanhos e tudo o que você tem nos campos. Todos os homens e animais que estiverem nos campos, que não tiverem sido abrigados, serão atingidos pelo granizo e morrerão".
20 Os oficiais do faraó que temiam a palavra do Senhor apressaram-se em recolher aos abrigos os seus rebanhos e os seus escravos. 21 Os que, porém, não se importaram com a palavra do Senhor deixaram os seus escravos e os seus rebanhos no campo.
22 Então, o Senhor disse a Moisés:
— Estenda a mão para o céu, e cairá granizo sobre toda a terra do Egito: sobre os homens, sobre os animais e sobre toda a vegetação dos campos do Egito. 23 Quando Moisés estendeu a vara para o céu, o Senhor fez vir trovões e granizo, e raios caíam sobre a terra. Então, o Senhor fez chover granizo sobre a terra do Egito. 24 Caiu granizo, e raios lampejavam sem parar. Nunca houve uma tempestade de granizo tão intensa como aquela em todo o Egito, desde que este se tornara uma nação. 25 Em todo o Egito, o granizo atingiu tudo o que havia nos campos, tanto homens como animais, destruindo toda a vegetação, além de quebrar todas as árvores. 26 Somente na terra de Gósen, onde estavam os israelitas, não caiu granizo.
27 Então, o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse-lhes:
— Desta vez eu pequei. O Senhor é justo; eu e o meu povo estamos errados. 28 Orem ao Senhor! Os trovões de Deus e o granizo já são demais. Eu os deixarei ir; não precisam mais ficar aqui.
29 Moisés respondeu:
— Assim que eu tiver saído da cidade, erguerei as mãos em oração ao Senhor. Os trovões cessarão, e não cairá mais granizo, para que saibas que a terra pertence ao Senhor. 30 Eu bem sei, no entanto, que tu e os teus oficiais ainda não temem ao Senhor Deus!
31 Ora, o linho e a cevada foram destruídos, pois a cevada já havia amadurecido e o linho estava em flor. 32 Contudo, o trigo e o centeio nada sofreram, pois só amadurecem mais tarde.
33 Então, Moisés deixou o faraó, saiu da cidade e ergueu as mãos ao Senhor. Os trovões e o granizo cessaram, e a chuva parou. 34 Quando o faraó viu que a chuva, o granizo e os trovões haviam cessado, pecou novamente, e tanto ele quanto os seus oficiais endureceram o coração. 35 O coração do faraó continuou endurecido, e ele não deixou que os israelitas saíssem, como o Senhor tinha dito por meio de Moisés.