1 Sabes, porventura, o tempo do parto Dt 14.5;1Sm 24.2;Sl 104.18das cabras monteses?
Ou podes observar quando parem Sl 29.9as corças?
2 Podes contar os meses que cumprem?
Ou sabes o tempo do seu parto?
3 Encurvam-se, dão à luz as suas crias,
lançam de si as suas dores.
4 Seus filhos são robustos, crescem no campo;
saem e não tornam a voltar.
5 Quem enviou livre Jó 6.5;11.12;24.5;Sl 104.11o asno montês?
Ou quem soltou as prisões ao onagro,
6 ao qual dei, por casa, Jó 24.5;Jr 2.24;Os 8.9o deserto
e, por morada, a terra salgada?
7 Ele despreza o tumulto da cidade
e não ouve os gritos do guia.
8 O circuito das montanhas é o seu pasto,
e anda buscando tudo o que está verde.
9 Acaso, quererá Nm 23.22;Dt 33.17;Sl 22.21;29.6;92.10;Is 34.7o boi bravio servir-te?
Ou ficará ele junto da tua manjedoura?
10 Porventura, podes prendê-lo ao arado com cordas?
Ou estorroará ele os vales após ti?
11 Confiarás nele, por ser grande a sua força?
Ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?
12 Fiarás dele que colha o que semeaste
e ajunte o trigo da tua eira?
13 As asas do avestruz se movem de regozijo;
porém são benignas as suas asas e penas?
14 Pois ela deixa os seus ovos na terra,
os aquenta no pó
15 e se esquece de que o pé os pode pisar
ou de que a fera os pode calcar.
16 Lm 4.3Endurece-se contra seus filhos, como se não fossem seus.
Embora se perca o seu trabalho, ela não receia,
17 Porque Deus lhe negou sabedoria
e não lhe deu entendimento.
18 Quando ela se levanta para fuga,
zomba do cavalo e do cavaleiro.
19 Acaso, deste ao cavalo a sua força?
Ou vestiste o seu pescoço com crinas flutuantes?
20 Fizeste-o Jl 2.5pular como o gafanhoto?
Terrível é Jr 8.16o fogoso respirar das suas ventas.
21 Escarva no vale e regozija-se na sua força;
Jr 8.6sai ao encontro dos armados.
22 Zomba do medo, e não se espanta,
e não se desvia da espada.
23 Sobre ele rangem a aljava,
a lança cintilante e o dardo.
24 De fúria e ira devora a terra
e não se contém ao som da trombeta.
25 Toda vez que soa a trombeta, diz: Eia!
Cheira de longe a batalha,
o trovão dos capitães e os gritos.
26 Acaso, se eleva o falcão pela tua sabedoria
e estende as suas asas para o Sul?
27 Porventura, se remonta a águia ao teu mandado
e põe no alto Jr 49.16;Ob 4o seu ninho?
28 No penhasco mora e ali tem a sua pousada,
sobre o cume do penhasco e sobre o lugar seguro.
29 Dali, Jó 9.26espia a presa,
os seus olhos a avistam de longe.
30 Seus filhos chupam sangue.
Mt 24.28;Lc 17.37Onde há mortos, ali está ela.
1 "Você sabe quando as cabras-monteses dão à luz?
Está atento quando a gazela tem o seu filhote?
2 Acaso você conta os meses até elas darem à luz?
Sabe em que época têm crias?
3 Elas se agacham, dão à luz filhotes,
e as dores se vão.
4 Os seus filhotes crescem nos campos e ficam fortes;
partem e não voltam mais.
5 "Quem pôs em liberdade o jumento selvagem?
Quem lhe soltou as cordas?
6 Eu lhe dei o deserto como lar,
a terra salgada como habitação.
7 Ele ri da agitação da cidade;
não ouve os gritos do tropeiro.
8 Vagueia pelas colinas em busca de pasto
e vai em busca daquilo que é verde.
9 "Será que o boi selvagem consentirá em servir a você?
E em passar a noite nos cochos do seu curral?
10 Você conseguirá prendê-lo com cordas em uma vala?
Ele irá atrás de você arando os campos?
11 Você confiará nele, por causa da força que ele tem?
Deixará a cargo dele o trabalho pesado que cabe a você?
12 Pode confiar nele para recolher o seu trigo
e ajuntá-lo na sua eira?
13 "A avestruz bate as asas alegremente,
embora nem a sua plumagem nem as suas asas possam ser comparadas às da cegonha.
14 Ela abandona os ovos no chão
e deixa que a areia os aqueça,
15 esquecida de que um pé poderá esmagá-los
ou de que algum animal selvagem poderá pisoteá-los.
16 Ela maltrata os seus filhotes como se não fossem dela
e não se importa de ter trabalhado em vão.
17 Isso porque Deus lhe privou de sabedoria
e não lhe concedeu bom senso.
18 Contudo, quando ela se levanta para correr,
ri do cavalo e do cavaleiro.
19 "É você que dá força ao cavalo
ou lhe veste o pescoço com crina tremulante?
20 Você o faz saltar como gafanhoto,
espalhando terror com o seu orgulhoso resfolegar?
21 Ele escava com fúria, regozijando-se com a própria força,
e sai para enfrentar a batalha.
22 Ele ri do medo e nada teme;
não recua diante da espada.
23 A aljava balança ao seu lado,
com a lança e o dardo flamejantes.
24 Em um furor frenético, ele devora o chão;
não consegue esperar pelo toque da trombeta.
25 Ao ouvi-lo, relincha: ‘Eia!’.
De longe sente o cheiro de combate,
o brado de comando e o grito de guerra.
26 "É graças à inteligência que você tem que o gavião alça voo
e estende as asas rumo ao sul?
27 É por ordem sua que a águia se eleva
e no alto constrói um ninho?
28 Um penhasco é a sua morada, e ali passa a noite;
uma escarpa rochosa é a sua fortaleza.
29 De lá, ela sai em busca de alimento;
de longe, os seus olhos o veem.
30 Os seus filhotes bebem sangue;
onde há mortos, ali ela está".