A cura de um homem que tinha uma das mãos ressequida. Trama contra a vida de Jesus
1 Mc 3.1-6;Mt 12.9-14;Lc 6.6-11Entrou Mc 1.21,39Jesus outra vez numa sinagoga onde se achava um homem que tinha uma das mãos ressequida. 2 Lc 6.7;14.1;20.20Observam-no para ver se curaria o homem em dia de sábado, Mt 12.10;Lc 6.7; cp.Lc 11.54a fim de o acusarem. 3 Disse Jesus ao homem que tinha a mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio de nós. 4 Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou tirá-la? Mas eles guardaram silêncio. 5 Lc 6.10Olhando com indignação para aqueles que o rodeavam, contristado pela dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu; e a mão lhe foi restabelecida. 6 Os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os Mt 22.16;Mc 12.13herodianos contra ele, para ver um meio de lhe tirar a vida.
Jesus retira-se. A cura de muitos à beira-mar
7 Mc 3.7-12;Mt 12.15-16;Lc 6.17-19Jesus retirou-se com os seus discípulos para o lado do mar. Da Galileia o seguiu Mt 4.25;Lc 6.17uma grande multidão; também da Judeia 8 de Jerusalém, cp.Js 15.1-21;Ez 35.15;36.5da Idumeia, dalém do Jordão e das circunvizinhanças de Mt 11.21Tiro e de Sidom, o povo, sabendo quantas coisas Jesus fazia, foi ter com ele em grande número. 9 Ele recomendou a seus discípulos que tivessem uma barquinha sempre ao seu dispor, por causa da multidão, a fim de que não o apertasse; 10 porque Mt 4.23curou a muitos, de modo que todos os que padeciam Mc 5.29,34;Lc 7.21qualquer doença, se arrojavam a ele para Mc 6.56;8.22;Mt 9.21;14.36o tocar. 11 Os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam: Tu és Mt 4.3o Filho de Deus. 12 Ele Mt 8.4lhes advertiu com insistência que não o dessem a conhecer.
A missão dos doze apóstolos. Os seus nomes
13 Depois, subiu Lc 6.12; cp.Mt 5.1ao monte e Mt 10.1;Mc 6.7;Lc 9.1chamou para junto de si os que ele mesmo quis, e eles vieram. 14 Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar, 15 com autoridade de expelirem os demônios. 16 Eis os doze que designou: Mc 3.16-19;Mt 10.2-4;Lc 6.14-16;At 1.13Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer filhos do trovão; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o zelote, 19 e Judas Iscariotes, que o traiu.
A blasfêmia dos escribas
Entrou cp.Mc 2.1;7.17;9.28numa casa; 20 e, mais uma vez, a cp.Mc 1.45;Mc 3.7multidão afluiu, Mc 6.31de tal modo que nem sequer podiam comer. 21 Quando cp.Mc 3.31s.seus parentes souberam disso, saíram para o segurar, porque diziam: cp.Jo 10.20;At 26.24Ele está fora de si. 22 Os escribas que haviam descido Mt 15.1de Jerusalém afirmavam: Está possesso de Mt 10.25; cp.11.18Belzebu. E: Mt 9.34É pelo chefe dos demônios que expele os demônios. 23 Mc 3.23-27;Mt 12.25-29;Lc 11.17-22Chamando-os para junto de si, disse-lhes por Mc 4.2; cp.Mt 13.3ss.;Mc 4.2-9, etc.parábolas: Como pode Mt 4.10Satanás expelir a Satanás? 24 Se um reino se levantar contra si mesmo, esse reino não pode subsistir; 25 se uma casa se levantar contra si mesma, essa casa não poderá permanecer. 26 Se Mt 4.10Satanás se tem levantado contra si mesmo e está dividido, ele não pode subsistir; antes, tem fim. 27 cp.Is 49.24-25Pois ninguém pode entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e, então, lhe saqueará a casa. 28 Mc 3.28-30; cp.Mt 12.31-32;Lc 12.10Em verdade vos digo: Que aos homens serão perdoados todos os pecados e as blasfêmias que proferirem; 29 mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca mais terá perdão; pelo contrário, é réu de um pecado eterno. 30 Pois diziam: Está possesso de um espírito imundo.
A família de Jesus
31 Mc 3.31-35;Mt 12.46-50;Lc 8.19-21Chegaram sua mãe e seus irmãos; e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo. 32 Muita gente estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora e te procuram. 33 Ele perguntou: Quem é minha mãe e meus irmãos? 34 Olhando para os que estavam sentados em roda dele, disse: Eis minha mãe e meus irmãos! 35 Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
1 Jesus entrou novamente na sinagoga, e ali havia um homem com uma das mãos atrofiada. 2 Eles observavam Jesus de perto para ver se curaria o homem no sábado, procurando um motivo para acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão atrofiada:
— Levante-se e venha para o meio.
4 Depois, Jesus lhes perguntou:
— O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal? Salvar a vida ou matar?
Eles, porém, permaneceram em silêncio.
5 Olhando com raiva para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles, disse ao homem:
— Estenda a mão.
Ele a estendeu, e a mão foi restaurada. 6 Naquele momento, os fariseus saíram com os herodianos e começaram a conspirar para matar Jesus.
Uma multidão segue Jesus
7 Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e uma grande multidão vinda da Galileia e da Judeia o seguia. 8 Quando ouviram a respeito de tudo o que ele estava fazendo, muitas pessoas procedentes da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, das regiões do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro e Sidom foram atrás dele. 9 Por causa da multidão, ele disse aos discípulos que lhe preparassem um pequeno barco, para evitar que o comprimissem. 10 Pois ele havia curado muitas pessoas, de modo que os que sofriam com doenças se lançavam sobre ele para conseguir tocar nele. 11 Sempre que os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam:
— Tu és o Filho de Deus.
12 Contudo, ele os advertia severamente de que não o fizessem conhecido.
A escolha dos doze apóstolos
13 Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. 14 Então, escolheu doze, a quem também designou apóstolos,3.14 Há manuscritos que não trazem a quem também designou apóstolos. para que estivessem com ele, fossem enviados a pregar 15 e exercessem autoridade para expulsar demônios.
16 Estes são os Doze que ele escolheu:
Simão, a quem deu o nome de Pedro;
17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, o seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa "filhos do trovão";
18 André;
Filipe;
Bartolomeu;
Mateus;
Tomé;
Tiago, filho de Alfeu;
Tadeu;
Simão, o zelote;
19 e Judas Iscariotes, que o traiu.
Jesus e Belzebu
20 Então, Jesus entrou em uma casa, e a multidão reuniu-se novamente, de modo que ele e os seus discípulos não conseguiam nem comer. 21 Quando os seus familiares ouviram falar disso, saíram para trazê-lo à força, pois diziam:
— Ele está fora de si.
22 E os mestres da lei que haviam descido de Jerusalém diziam:
— Ele está possuído por Belzebu! É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa demônios.
23 Então, Jesus os chamou e passou a ensiná-los por meio de parábolas:
— Como pode Satanás expulsar Satanás? 24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir. 25 Se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir. 26 Se Satanás se levantar contra si mesmo e estiver dividido, não poderá subsistir; chegou o seu fim. 27 De fato, ninguém pode entrar na casa do homem forte e levar os seus bens sem antes amarrá-lo. Só então poderá roubar a casa dele. 28 Em verdade lhes digo que serão perdoados todos os pecados dos homens e as blasfêmias que venham a proferir, 29 mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno.
30 Jesus disse isso porque afirmavam: "Ele está possuído por um espírito imundo".
A mãe e os irmãos de Jesus
31 Então, chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao seu redor, e lhe disseram:
— A tua mãe e os teus irmãos estão lá fora e te procuram.
33 — Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos? — perguntou ele.
34 Então, olhou para os que estavam sentados ao seu redor e disse:
— Aqui estão minha mãe e meus irmãos! 35 Pois quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.