Quem mais poderia fazer isso?
A missão do Filho
Pois assim amou Deus ao mundo que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Não é por acaso que este versículo é um dos mais conhecidos e amados das Escrituras: ele revela a dimensão do amor de Deus por uma humanidade afastada dele pelo pecado. Um amor tão grande que Deus entregou o próprio Filho para morrer em favor de pecadores que não poderiam salvar a si mesmos.
Criador e criatura tiveram sua comunhão rompida pelo pecado (Isaías 59:2). Desde o início, o ser humano escolheu desobedecer a Deus, cedendo à tentação de ser como Deus e decidir por si mesmo o que era o bem e o mal (Gênesis 3:5-6). A desobediência trouxe consequências reais: o pecado entrou na história humana, e com ele, a morte. Mas Deus não abandonou a humanidade. Ainda no relato da queda, ele providenciou vestimentas para Adão e Eva (Gênesis 3:21), e, ao longo das Escrituras, revelou seu plano de redenção.
O amor de Deus não anula sua justiça. Na cruz, vemos justamente essas duas verdades se encontrarem: Deus não trata o pecado como algo sem importância, mas oferece, em Cristo, o caminho da reconciliação. O amor de Deus é paciente e perseverante, como Paulo descreve em 1 Coríntios 13, e João afirma que “Deus é amor” (1 João 4:8). Esse amor não é uma aprovação da nossa rebeldia, mas a iniciativa de Deus para nos chamar de volta a ele.
O Criador estabeleceu seu plano de redenção para salvar aqueles que estavam perdidos. “O salário do pecado é a morte”, mas “o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23). Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas 19:10). Ele é o caminho para o Pai e o único por meio de quem chegamos a Deus (João 14:6).
Para realizar essa obra, o Filho assumiu a natureza humana, entrou na nossa realidade, enfrentou sofrimento e entregou sua vida na cruz. Filipenses 2:6-8 mostra a profundidade dessa humilhação voluntária: aquele que existia em forma de Deus assumiu a condição de servo e foi obediente até a morte. Não foi uma obrigação imposta a ele, mas uma entrega voluntária por amor.
A história da redenção não terminou na cruz. Jesus ressuscitou porque a morte não poderia retê-lo. Ele venceu a morte e hoje está à direita do Pai, intercedendo por aqueles que nele creem (Romanos 8:34). E Deus também nos deu o Espírito Santo, que habita em seu povo e nos conduz na vida cristã (João 14:16-17).
É por causa da graça de Deus que temos esperança. Não porque mereçamos ser salvos, mas porque Deus tomou a iniciativa de nos reconciliar consigo por meio de Cristo. A salvação é um presente da graça, recebido pela fé (Efésios 2:8-9).
Mesmo diante da rebeldia humana, Deus continua chamando pecadores ao arrependimento e à fé. O clímax desse amor não é simplesmente continuar vivos, mas receber, pela fé em Cristo, uma nova relação com Deus e a esperança da vida eterna. O Deus que nos amou entregou seu Filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Deus te abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais. Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos.” — Philip Yancey.