8.0 No texto hebraico, 8.1-4 corresponde a 7.26-29, e 8.5-32 corresponde a 8.1-28. 1 O Senhor falou a Moisés:
— Vá ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor: "Deixe o meu povo ir para prestar-me culto. 2 Se você se recusar a deixá-lo ir, ferirei todo o seu território com uma praga de rãs. 3 O Nilo ficará infestado de rãs. Elas subirão e entrarão no seu palácio, no seu quarto e até na sua cama; entrarão também nas casas dos seus oficiais e do seu povo, dentro dos seus fornos e nas suas amassadeiras. 4 As rãs subirão em você, nos seus oficiais e no seu povo".
5 Depois, o Senhor disse a Moisés:
— Diga a Arão que estenda a mão com a vara sobre os rios, sobre os canais e sobre os açudes e faça subir deles rãs sobre a terra do Egito.
6 Assim, Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito, e as rãs subiram e cobriram a terra do Egito. 7 Os magos, porém, fizeram a mesma coisa por meio das suas ciências ocultas: fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.
8 O faraó mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse:
— Orem ao Senhor para que ele tire estas rãs de mim e do meu povo; então, deixarei o povo ir para oferecer sacrifícios ao Senhor.
9 Moisés disse ao faraó:
— Tua é a honra de dizer-me quando devo orar por ti, pelos teus oficiais e pelo teu povo, para que tu e as tuas casas fiquem livres das rãs e sobrem apenas as que estão no Nilo.
10 — Amanhã — o faraó disse.
Moisés respondeu:
— Será como tu dizes, para que saibas que não há ninguém como o Senhor, o nosso Deus. 11 As rãs deixarão a ti, as tuas casas, os teus oficiais e o teu povo; sobrarão apenas as que estão no Nilo.
12 Depois que Moisés e Arão saíram da presença do faraó, Moisés clamou ao Senhor por causa das rãs que enviara sobre o faraó. 13 O Senhor agiu conforme o pedido de Moisés; morreram as rãs que estavam nas casas, nos pátios e nos campos. 14 Foram ajuntadas em montões e, por isso, a terra cheirou mal. 15 Quando, porém, o faraó percebeu que houvera alívio, endureceu o coração e não deu ouvidos a Moisés e a Arão, conforme o Senhor tinha dito.
A terceira praga: mosquitos
16 Então, o Senhor disse a Moisés:
— Diga a Arão que estenda a sua vara e fira o pó da terra, e o pó se transformará em mosquitos8.16 Ou piolhos. por toda a terra do Egito.
17 Assim fizeram e, quando Arão estendeu a mão com a vara e feriu o pó da terra, surgiram mosquitos, que vieram sobre os homens e os animais. Todo o pó de toda a terra do Egito transformou-se em mosquitos. 18 Quando, porém, os magos tentaram fazer surgir mosquitos por meio das suas ciências ocultas, não conseguiram. E os mosquitos atacavam os homens e os animais.
19 Os magos disseram ao faraó:
— Isso é o dedo de Deus.
Mas o coração do faraó se endureceu, e ele não lhe deu ouvidos, conforme o Senhor tinha dito.
A quarta praga: moscas
20 Depois, o Senhor disse a Moisés:
— Levante-se bem cedo e apresente-se ao faraó, quando ele estiver indo às águas. Diga-lhe que assim diz o Senhor: "Deixe o meu povo ir para prestar-me culto. 21 Se você não deixar o meu povo ir, enviarei enxames de moscas para atacar você, os seus oficiais, o seu povo e as suas casas. Tanto as casas dos egípcios quanto a terra em que pisam se encherão de moscas".
22 — Naquele dia, tratarei de maneira diferente a terra de Gósen, onde habita o meu povo; nenhum enxame de moscas haverá ali, para que você saiba que eu, o Senhor, estou nesta terra. 23 Farei distinção8.23 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massorético traz Estabelecerei redenção. entre o meu povo e o seu. Este sinal milagroso acontecerá amanhã.
24 Assim fez o Senhor. Grandes enxames de moscas invadiram o palácio do faraó e as casas dos seus oficiais, e em todo o Egito a terra foi arruinada pelas moscas.
25 Então, o faraó mandou chamar Moisés e Arão e lhes disse:
— Vão oferecer sacrifícios ao seu Deus aqui na terra.
26 — Isso não seria apropriado — respondeu Moisés. — Os sacrifícios que oferecemos ao Senhor, o nosso Deus, são uma prática detestável para os egípcios. Se oferecermos sacrifícios que são detestáveis para eles, isso não os levará a nos apedrejar? 27 Faremos três dias de viagem no deserto e ofereceremos sacrifícios ao Senhor, o nosso Deus, como ele nos ordena.
28 O faraó disse:
— Eu os deixarei ir e oferecer sacrifícios ao Senhor, o seu Deus, no deserto, mas não se afastem muito. Agora orem por mim.
29 Moisés respondeu:
— Assim que sair da tua presença, orarei ao Senhor, e amanhã os enxames de moscas deixarão o faraó, os teus oficiais e o teu povo. Que o faraó, porém, não volte a agir com falsidade, impedindo que o povo vá oferecer sacrifícios ao Senhor.
30 Então, Moisés saiu da presença do faraó e orou ao Senhor, 31 e o Senhor agiu conforme o pedido de Moisés: as moscas deixaram o faraó, os seus oficiais e o seu povo; não restou uma só mosca. 32 Também dessa vez, o faraó endureceu o coração e não deixou o povo sair.
Seconda piaga: le rane
1 Poi l’Eterno disse a Mosè: "Va’ dal Faraone e digli: ‘Così dice l’Eterno: lascia andare il mio popolo perché mi serva. 2 Se rifiuti di lasciarlo andare, ecco, io colpirò tutta l’estensione del tuo paese con il flagello delle rane. 3 Il Fiume brulicherà di rane, che saliranno ed entreranno nella tua casa, nella camera dove dormi, sul tuo letto, nelle case dei tuoi servitori e fra il tuo popolo, nei tuoi forni e nelle tue madie. 4 E le rane assaliranno te, il tuo popolo e tutti i tuoi servitori’". 5 Poi l’Eterno disse a Mosè: "Di’ ad Aaronne: ‘Stendi la tua mano con il tuo bastone sui fiumi, sui rivi e sugli stagni e fa salire le rane sul paese d’Egitto’". 6 Aaronne stese la sua mano sulle acque d’Egitto, e le rane salirono e coprirono il paese d’Egitto. 7 Ma i maghi fecero lo stesso con le loro arti occulte, e fecero salire le rane sul paese d’Egitto. 8 Allora il Faraone chiamò Mosè e Aaronne e disse loro: "Pregate l’Eterno che allontani le rane da me e dal mio popolo, e io lascerò andare il popolo, perché offra sacrifici all’Eterno". 9 E Mosè disse al Faraone: "Fammi l’onore di dirmi per quando io devo chiedere, nelle mie suppliche per te, per i tuoi servitori e per il tuo popolo, che l’Eterno distrugga le rane intorno a te e nelle tue case, e non ne rimangano che nel Fiume". 10 Egli rispose: "Per domani". E Mosè disse: "Sarà fatto come tu dici, affinché tu sappia che non c’è nessuno pari all’Eterno, che è il nostro Dio. 11 E le rane si allontaneranno da te, dalle tue case, dai tuoi servitori e dal tuo popolo; non ne rimarranno che nel Fiume". 12 Allora Mosè e Aaronne uscirono dal Faraone, e Mosè implorò l’Eterno relativamente alle rane che aveva mandate contro il Faraone. 13 E l’Eterno fece quello che Mosè aveva domandato, e le rane morirono nelle case, nei cortili e nei campi. 14 Le radunarono a mucchi e il paese ne fu ammorbato. 15 Ma quando il Faraone vide che c’era un po’ di respiro, si ostinò in cuor suo, e non diede ascolto a Mosè e ad Aaronne, come l’Eterno aveva detto.
Terza piaga: le zanzare
16 Poi l’Eterno disse a Mosè: "Di’ ad Aaronne: ‘Stendi il tuo bastone e percuoti la polvere della terra, ed essa diventerà zanzare per tutto il paese d’Egitto’". 17 Ed essi fecero così. Aaronne stese la mano con il suo bastone, percosse la polvere della terra, e ne vennero delle zanzare sugli uomini e sugli animali; tutta la polvere della terra diventò zanzare per tutto il paese d’Egitto. 18 E i maghi cercarono di fare lo stesso con i loro incantesimi per produrre le zanzare, ma non poterono. Le zanzare furono dunque sugli uomini e sugli animali. 19 Allora i maghi dissero al Faraone: "Questo è il dito di Dio". Ma il cuore del Faraone si indurì ed egli non diede ascolto a Mosè e ad Aaronne, come l’Eterno aveva detto.
Quarta piaga: le mosche velenose
20 Poi l’Eterno disse a Mosè: "Alzati di buon mattino, e presentati al Faraone. Ecco, egli uscirà per andare verso l’acqua; e digli: ‘Così dice l’Eterno: Lascia andare il mio popolo, perché mi serva. 21 Ma se non lasci andare il mio popolo, io manderò su di te, sui tuoi servitori, sul tuo popolo e nelle tue case, le mosche velenose; le case degli Egiziani saranno piene di mosche velenose e il suolo su cui stanno ne sarà coperto. 22 Ma in quel giorno io farò eccezione nel paese di Goscen, dove abita il mio popolo; e lì non ci saranno mosche, affinché tu sappia che io, l’Eterno, sono in mezzo al paese. 23 Io farò una distinzione fra il mio popolo e il tuo popolo. Domani avverrà questo miracolo’". 24 E l’Eterno fece così; e arrivarono grandi sciami di mosche velenose in casa del Faraone e nelle case dei suoi servitori; e in tutto il paese d’Egitto la terra fu danneggiata dalle mosche velenose.
Il Faraone, dopo aver promesso di lasciar andare il popolo, si oppone nuovamente
25 Il Faraone chiamò Mosè e Aaronne e disse: "Andate, offrite sacrifici al vostro Dio nel paese". 26 Ma Mosè rispose: "Non si può fare così; poiché offriremmo all’Eterno, che è il nostro Dio, dei sacrifici che sono un abominio per gli Egiziani. Ecco, se offrissimo sotto i loro occhi dei sacrifici che sono un abominio per gli Egiziani, essi non ci lapiderebbero? 27 Andremo tre giornate di cammino nel deserto, e offriremo sacrifici all’Eterno, che è il nostro Dio, come egli ci ordinerà". 28 E Faraone disse: "Io vi lascerò andare, perché offriate sacrifici all’Eterno vostro Dio, nel deserto; soltanto, non andate troppo lontano; pregate per me". 29 E Mosè disse: "Ecco, io esco da te e pregherò l’Eterno, e domani le mosche si allontaneranno dal Faraone, dai suoi servitori e dal suo popolo; soltanto, il Faraone non si faccia più beffe di noi, impedendo al popolo di andare a offrire sacrifici all’Eterno". 30 E Mosè uscì dalla presenza del Faraone, e pregò l’Eterno. 31 E l’Eterno fece quello che Mosè domandava, e allontanò le mosche velenose dal Faraone, dai suoi servitori e dal suo popolo; non ne restò neppure una. 32 Ma anche questa volta il Faraone si ostinò in cuor suo, e non lasciò andare il popolo.