Ao cantor-mor. Sobre instrumentos de cordas. Masquil de Davi, #1Sm 23.19quando os zifitas vieram dizer a Saul: Porventura não se esconde Davi entre nós?
1 Ó Deus, Sl 20.1pelo teu nome, salva-me
e, 2Cr 20.6pelo teu poder, faze-me justiça.
2 Sl 17.6;55.1Ó Deus, ouve a minha oração;
Sl 5.1dá ouvidos às palavras da minha boca.
3 Pois estrangeiros Sl 86.14se levantam contra mim,
Sl 18.48;86.14;140.1,4,11e homens violentos 1Sm 20.1;25.29;Sl 40.14;63.9;70.2procuram tirar-me a vida.
Sl 36.1Eles não põem a Deus diante de si. (Selá)
4 Sl 30.10;37.40;118.7Eis que Deus é o meu ajudador.
Sl 37.17,24;41.12;51.12;145.14;Is 41.10O Senhor é quem me sustenta a vida.
5 Sl 94.23Ele retribuirá o mal aos meus inimigos;
Sl 89.49;96.13;Is 42.3por tua verdade, Sl 143.12extermina-os.
6 Nm 15.3;Sl 116.17De livre vontade te oferecerei sacrifícios;
Sl 50.14darei graças ao teu nome, Jeová, porque é bom.
7 Sl 34.6Pois me livrou de toda a tribulação;
Sl 59.10;92.11;112.8;118.7e os meus olhos veem a ruína dos meus inimigos.
1 Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Hino de Davi.
2 Prestai ouvidos, ó Deus, à minha oração, não vos furteis à minha súplica;
3 escutai-me e atendei-me. Na minha angústia agito-me num vaivém, perturbo-me
4 à voz do inimigo, sob os gritos do pecador. Eles lançam o mal contra mim, e me perseguem com furor.
5 Palpita-me no peito o coração, invade-me um pavor de morte.
6 Apoderam-se de mim o terror e o medo, e o pavor me assalta.
7 Digo-me, então: tivesse eu asas como a pomba, voaria para um lugar de repouso;
8 iria bem longe morar no deserto.
9 Apressado buscaria um abrigo contra o vendaval e a tempestade.
10 Destruí-os, Senhor, confundi-lhes as línguas, porque só vejo violência e discórdia na cidade.
11 Dia e noite percorrem suas muralhas, no seu interior só há injustiça e opressão.
12 Grassa a astúcia no seu meio, a iniquidade e a fraude não deixam suas praças.
13 Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado; se a agressão partisse de quem me odeia, dele me esconderia.
14 Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo,
15 com quem me entretinha em doces colóquios; com quem, por entre a multidão, íamos à casa de Deus.
16 Que a morte os colha de improviso, que eles desçam vivos à mansão dos mortos. Porque entre eles, em suas moradas, só há perversidade.
17 Eu, porém, bradarei a Deus, e o Senhor me livrará.
18 Pela tarde, de manhã e ao meio-dia lamentarei e gemerei; e ele ouvirá minha voz.
19 Ele me dará a paz, livrando minha alma dos que me acossam, pois numerosos são meus inimigos.
20 O Senhor me ouvirá e os humilhará, ele que reina eternamente, porque não se emendem nem temem a Deus.
21 Cada um deles levanta a mão contra seus amigos. Todos violam suas alianças.
22 De semblante mais brando do que o creme, trazem, contudo, no coração a hostilidade; suas palavras são mais untuosas do que o óleo, porém, na verdade, espadas afiadas.
23 Depõe no Senhor os teus cuidados, porque ele será teu sustentáculo; não permitirá jamais que vacile o justo.
24 E vós, ó meu Deus, vós os precipitareis no fundo do abismo da morte. Os homens sanguinários e ardilosos não alcançarão a metade de seus dias! Quanto a mim, é em vós, Senhor, que ponho minha esperança.