Ao cantor-mor. Salmo de Davi
1 Ouve, ó Deus, a minha voz na Sl 55.2minha queixa;
Sl 140.1preserva do terror do inimigo a minha vida.
2 Esconde-me da assembleia Sl 56.6secreta dos malfeitores,
do ajuntamento Sl 59.2dos que obram a iniquidade,
3 os quais Sl 140.3afiam, como espada, a sua língua
Sl 58.7e apontam as suas setas — palavras amargas,
4 para Sl 10.8;11.2em lugares ocultos dispararem sobre o íntegro.
De repente, atiram contra ele e Sl 55.19não temem.
5 Firmam-se num mau propósito;
falam em Sl 140.5armar laços secretamente;
dizem: Jó 22.13Quem nos verá?
6 Planejam iniquidades.
Concluímos, dizem eles, um plano bem traçado;
Sl 49.11o pensamento e o coração de cada um deles é um abismo.
7 Sl 7.12-13Mas Deus atirará contra eles uma seta;
de repente, ficarão feridos.
8 Assim, Sl 9.3serão levados a tropeçar, tendo contra si Pv 12.13;18.7a sua própria língua.
Sl 22.7;44.14;Jr 18.16;48.27;Lm 2.15Menearão a cabeça todos os que neles puserem os olhos.
9 Todos os homens Sl 40.3temerão,
declararão a obra de Deus
e entenderão os feitos dele.
10 Sl 32.11;Jó 22.19Alegrar-se-á o justo em Jeová e nele Sl 11.1;25.20se refugiará;
e se gloriarão todos os de reto coração.
1 Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Cântico.
2 A vós, ó Deus, convém o louvor em Sião, é a vós que todos vêm cumprir os seus votos,
3 vós que atendeis as preces. Todo homem acorre a vós,
4 por causa de seus pecados. Oprime-nos o peso de nossas faltas: vós as perdoais.
5 Feliz aquele que vós escolheis, e chamais para habitar em vossos átrios. Possamos nós ser saciados dos bens de vossa casa, da santidade de vosso templo.
6 Vós nos atendeis com os estupendos prodígios de vossa justiça, ó Deus, nosso salvador. Vós sois a esperança dos confins da terra, e dos mais longínquos mares.
7 Vós que, com a vossa força, sustentais montanhas, cingido de vosso poder.
8 Vós que aplacais os vagalhões do mar, o bramir de suas vagas e o tumultuar das nações pagãs.
9 À vista de vossos prodígios, temem-vos os habitantes dos confins da terra; saciais de alegria os extremos do oriente e do ocidente.
10 Visitastes a terra e a regastes, cumulando-a de fertilidade. De água encheu-se a divina fonte e fizestes germinar o trigo. Assim, pois, fertilizastes a terra:
11 irrigastes os seus sulcos, nivelastes as suas glebas; amolecendo-as com as chuvas, abençoastes a sua sementeira.
12 Coroaste o ano com os vossos benefícios; onde passastes ficou a fartura.
13 Umedecidas as pastagens do deserto, revestem-se de alegria as colinas.
14 Os prados são cobertos de rebanhos, e os vales se enchem de trigais. Só há júbilo e cantos de alegria.