1 Eu disse: Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua;
guardarei a boca
com um freio,
enquanto o ímpio
estiver diante
de mim.
2 Com o silêncio fiquei mudo;
calava-me mesmo acerca do bem,
e a minha dor se agravou.
3 Esquentou-se-me o coração dentro de mim;
enquanto eu meditava se acendeu um fogo;
então falei
com a minha
língua:
4 Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim,
e a medida dos meus dias qual é,
para que
eu sinta quanto
sou frágil.
5 Eis que fizeste os meus dias como a palmos;
o tempo
da minha vida é como nada diante de ti;
na verdade, todo homem,
por mais firme
que esteja,
é totalmente vaidade.
(Selá.)
6 Na verdade, todo homem anda numa vã aparência;
na verdade, em vão se inquietam;
amontoam riquezas,
e não sabem
quem as levará.
7 Agora, pois, Senhor,
que espero eu? A minha esperança está em ti.
8 Livra-me de todas as minhas transgressões;
não me faças
o opróbrio
dos loucos.
9 Emudeci; não abro a minha boca,
porquanto tu o fizeste.
10 Tira de sobre mim a tua praga;
estou desfalecido
pelo golpe da tua mão.
11 Quando castigas o homem,
com repreensões por causa da iniquidade,
fazes com
que a sua beleza se consuma como a traça;
assim todo
homem é vaidade.
(Selá.)
12 Ouve, Senhor, a minha oração,
e inclina os teus ouvidos ao meu clamor;
não te cales perante as minhas lágrimas,
porque sou um
estrangeiro contigo
e peregrino,
como todos os
meus pais.
13 Poupa-me, até que tome alento,
antes que me vá,
e não seja
mais.
Almeida Corrigida Fiel | acf ©️ 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB). Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização. Saiba mais sobre a SBTB. A Missão da SBTB é: Uma cópia da Bíblia Fiel ®️ para cada pessoa. Ajude-nos a cumprir nossa Missão!
1 Eu disse: "Vigiarei a minha conduta
e não pecarei em palavras;
porei mordaça na minha boca
enquanto os ímpios estiverem na minha presença".
2 Então, eu me silenciei resignado
e me calei a respeito do bem,
mas a minha angústia aumentou.
3 O meu coração ardia no peito;
enquanto eu meditava, o fogo aumentava;
então, comecei a dizer:
4 "Mostra‑me, Senhor, o fim da minha vida
e o número dos meus dias,
para que eu saiba quão frágil sou.
5 Deste aos meus dias o comprimento de um palmo;
a duração da minha vida é nada diante de ti.
De fato, todo ser humano, por mais firme que esteja,
não passa de um sopro. Pausa
6 "Sim, anda para lá e para cá como uma sombra.
Em vão se agita, amontoando riqueza
sem saber quem ficará com ela.
7 "Mas agora, Senhor, que hei de esperar?
A minha esperança está em ti.
8 Livra‑me de todas as minhas transgressões;
não faças de mim um objeto de zombaria dos tolos.
9 Estou calado! Não posso abrir a boca,
pois tu mesmo fizeste isso.
10 Afasta de mim o teu açoite;
fui vencido pelo golpe da tua mão.
11 Tu repreendes e disciplinas cada pessoa por causa do seu pecado;
como traça, destróis o que ele mais valoriza;
de fato, o ser humano não passa de um sopro. Pausa
12 "Ouve a minha oração, Senhor;
escuta o meu grito de socorro;
não sejas indiferente ao meu lamento.
Pois sou para ti um estrangeiro,
como foram todos os meus antepassados.
13 Desvia de mim os teus olhos para que eu volte a ter alegria,
antes que eu me vá e deixe de existir".