1 Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente,
2 dize ao Senhor: "Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em quem eu confio".
3 É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
4 Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
5 Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
6 nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
7 Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita: tu não serás atingido.
8 Porém, verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
9 porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
10 Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
11 porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
12 Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
13 Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
14 "Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
15 Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
16 Será favorecido de longos dias, e eu lhe mostrarei a minha salvação."
LIVRO IV
Salmos 90–106
Oração de Moisés, homem de Deus.
1 Senhor, tu és o nosso refúgio
de geração a geração.
2 Antes de nascerem os montes
e de criares a terra e o mundo,
de eternidade a eternidade tu és Deus.
3 Fazes voltar ao pó o ser humano,
dizendo: "Retornem ao pó, ó mortais!".
4 De fato, mil anos para ti
são como o dia de ontem que passou,
como as horas da noite.
5 Como uma correnteza, tu arrastas os humanos;
estes se vão como um sonho;
são como a relva que brota ao amanhecer;
6 pela manhã, germina e brota;
à tarde, murcha e seca.
7 Somos consumidos pela tua ira
e aterrorizados pelo teu furor.
8 Diante de ti puseste as nossas iniquidades;
os nossos pecados secretos não escapam à luz da tua presença.
9 Todos os nossos dias passam debaixo do teu furor;
vão-se como um murmúrio.
10 Os anos da nossa vida chegam a setenta,
ou a oitenta para os que têm mais vigor;
entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento,
pois a vida passa depressa, e nós voamos!
11 Quem conhece o poder da tua ira?
Pois o teu furor é tão grande como o temor que te é devido.
12 Ensina-nos a contar os nossos dias
para que o nosso coração alcance sabedoria.
13 Volta-te, Senhor! Até quando será assim?
Tem compaixão dos teus servos!
14 Satisfaz-nos pela manhã com o teu amor leal,
e todos os nossos dias cantaremos felizes.
15 Dá-nos alegria pelo tempo em que nos afligiste,
pelos anos em que tanto sofremos.
16 Sejam manifestos os teus feitos aos teus servos
e aos filhos deles o teu esplendor!
17 Esteja sobre nós a bondade90.17 Ou beleza. do nosso Deus Soberano.
Confirma em nós a obra das nossas mãos;
sim, confirma a obra das nossas mãos!