1,2 Que todos os povos do mundo ouçam isto!
Que todos os moradores da Terra,
grandes e pequenos, ricos e pobres,
prestem atenção às minhas palavras!
3 Elas serão ditas com sabedoria;
serão o fruto de uma meditação feita com inteligência.
4 Inclinarei os meus ouvidos ao ensino dum provérbio
e explicarei o seu sentido ao som da lira.
5 Não devo ter medo, quando chegam os dias de aflição,
mesmo rodeado da maldade dos que me querem mal.
6 Aqueles que confiam nas suas riquezas
e se gabam de tudo quanto possuem,
7 nenhum deles, de modo algum,
pode resgatar o seu próximo do castigo do pecado.
8 Uma alma é algo de valor tão elevado
que as fortunas da Terra inteira, juntas,
9 não seriam suficientes para comprar a vida eterna
e para livrar da morte.
10 Pois todos podem ver que os sábios também morrem,
como morrem os loucos e os insensatos,
e as suas riquezas serão para outros.
11 Dão às propriedades que possuem os seus próprios nomes,
porque pensam para si mesmos,
que serão suas e dos seus descendentes para sempre,
e que nunca deixarão de morar nelas.
12 Mas essas pessoas, apesar de toda a sua vaidade,
terão de morrer, como qualquer animal!
13 Tal é o destino dos que confiam em si mesmos
e dos que o seguem. (Pausa)
14 O mundo dos mortos leva toda a humanidade
como um grande rebanho do qual se alimenta.
Ao romper do dia, os retos os dominarão,
pois a sua beleza acabará quando morrerem,
visto que se encontram longe das suas moradas.
15 Quanto a mim, Deus salvará a minha alma do mundo dos mortos;
certamente me receberá. (Pausa)
16 Portanto, não temas quando homens sem Deus enriquecem
e alcançam grande prosperidade.
17 Porque quando morrem não levam nada consigo;
o seu bem-estar não os acompanhará.
18 Ainda que toda a sua vida se tenham tido por felizes,
e outros os aplaudam por todo o bem
que souberem fazer a si mesmos,
19 contudo, terão o fim que teve toda a gente antes deles,
a escuridão eterna.
20 Porque o ser humano, mesmo com toda a sua prosperidade, é destituído de entendimento;
terá de morrer como qualquer animal.
1 Ouçam isto vocês, todos os povos;
escutem, todos os que vivem neste mundo —
2 gente do povo, homens importantes,
ricos e pobres igualmente:
3 A minha boca falará com sabedoria;
a meditação do meu coração trará entendimento.
4 Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio;
com a harpa exporei o meu enigma:
5 Por que deverei temer, quando vierem dias maus,
quando inimigos traiçoeiros me cercarem,
6 aqueles que confiam nos seus bens
e se gabam das suas muitas riquezas?
7 Ninguém pode redimir o seu semelhante
ou pagar a Deus o preço por ele,
8 pois o resgate de uma vida não tem preço.
Não há pagamento que o livre
9 para que viva para sempre
e não sofra decomposição.
10 Pois todos podem ver que os sábios morrem,
como perecem o tolo e o estúpido,
e para outros deixam os seus bens.
11 O túmulo será a morada deles para sempre,
a sua habitação de geração a geração,
ainda que tenham dado o próprio nome a terras.
12 Mesmo que muito importante,
o ser humano não perdura;
é como os animais, que perecem.
13 Este é o destino dos que confiam em si mesmos,
e dos seus seguidores, que aprovam o que eles dizem. Pausa
14 Como ovelhas, são conduzidos à sepultura,
e a morte os apascentará.
Pela manhã os justos triunfarão sobre eles!
A aparência deles se desfará na sepultura,
longe das suas gloriosas mansões.
15 Deus, porém, redimirá a minha vida da sepultura
e me levará para si. Pausa
16 Não fique receoso quando alguém se enriquece
e aumenta o luxo da sua casa,
17 pois nada levará consigo quando morrer;
não descerá com ele o seu esplendor.
18 Embora em vida ele se parabenize:
"Todos o elogiam, pois você está prosperando",
19 ele se juntará aos seus antepassados,
que nunca mais verão a luz.
20 O homem, mesmo que muito importante, não tem entendimento;
é como os animais, que perecem.