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Salmos 74

2 Lembra-te deste teu povo que adquiriste já em tempos tão antigos,desta terra que tomaste para ti, e de Jerusalém em que tens habitado.3 Levanta-te para reagires contra as constantes destruições e contra todo o mal que o inimigo tem feito no teu santuário.4 Aí mesmo, nos lugares santos, os teus adversários têm levantado gritos de guerra, e bandeiras de combate.5 São como os lenhadores, avançando de machado em punho pela floresta a dentro, desbastando è esquerda e à direita.6 Partem e destroem tudo, até as mais belas obras de talha.7 Lançaram fogo ao teu santuário, profanaram a morada do teu nome; deitaram tudo abaixo.8 Disseram nos seus corações: Apaguemos todos os vestígios de Deus, de uma vez para sempre. Queimaram estes santos lugares onde vinhas para estares na terra com o teu povo.10 Sim, até quando, ó Deus, nos enxovalhará o inimigo? Até quando deixarás que desonrem o teu nome?11 Porque retiraste de nós a tua mão, sim, a tua mão direita? Estende-a e fá-los desaparecerem.12 Todavia Deus é o meu rei, já desde os tempos antigos, e tem-me salvado em muitos lugares da terra.13 Com o teu poder abriste o mar e aniquilaste a força do monstro marinho:14 fizeste em pedaços a cabeça do leviatã e o deste para servir de alimento às feras do deserto.15 Sob as tuas ordens brotaram fontes e nasceram ribeiros para dar água ao teu povo. Por outro lado secaste rios caudalosos, como o Jordão, para que passassem a seco para a outra margem.16 O dia e a noite te pertencem. Fizeste a luz das estrelas e do Sol.17 Na Terra, tudo foi ordenado por ti. Estabeleceste tanto o Verão como o Inverno.18 Sendo assim, Senhor, vê como o inimigo te insultou. Uma gente, louca no seu orgulho, blasfemou do teu nome.19 Não deixes as aves de rapina arrebatarem o teu povo, como uma simples pomba. Não o deixes assim neste estado de aflição.20 Lembra-te das tuas promessas! Pois nesta terra há escuridão e violência!21 Que aquele que foi oprimido não fique sem desforra. Que o aflito e o necessitado ainda venham a ter muitas razões para louvarem o teu nome.22 Levanta-te, ó Deus, defende aquilo que afinal é a tua própria causa. Lembra-te dos insultos que esta gente louca lança todo o dia contra ti.23 Não te esqueças dos gritos de ódio dos teus inimigos. A revolta deles vai aumentando cada vez mais contra ti.

1 Por que nos rejeitaste definitivamente, ó Deus? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas da tua pastagem?2 Lembra-te do povo que adquiriste em tempos passados, da tribo da tua herança, que resgataste, do monte Sião, onde habitaste.3 Volta os teus passos para aquelas ruínas irreparáveis, para toda a destruição que o inimigo causou em teu santuário.4 Teus adversários gritaram triunfantes bem no local onde te encontravas conosco, e hastearam suas bandeiras em sinal de vitória.5 Pareciam homens armados com machados invadindo um bosque cerrado.6 Com seus machados e machadinhas esmigalharam todos os revestimentos de madeira esculpida.7 Atearam fogo ao teu santuário; profanaram o lugar da habitação do teu nome.8 Disseram no coração: "Vamos acabar com eles! " Queimaram todos os santuários do país.9 Já não vemos sinais miraculosos; não há mais profetas, e nenhum de nós sabe até quando isso continuará.10 Até quando o adversário irá zombar, ó Deus? Será que o inimigo blasfemará o teu nome para sempre?11 Por que reténs a tua mão, a tua mão direita? Não fiques de braços cruzados! Destrói-os!12 Mas tu, ó Deus, és o meu rei desde a antigüidade; trazes salvação sobre a terra.13 Tu dividiste o mar pelo teu poder; quebraste as cabeças das serpentes das águas.14 Esmagaste as cabeças do Leviatã e o deste por comida às criaturas do deserto.15 Tu abriste fontes e regatos; secaste rios perenes.16 O dia é teu, e tua também é a noite; estabeleceste o sol e a lua.17 Determinaste todas as fronteiras da terra; fizeste o verão e o inverno.18 Lembra-te de como o inimigo tem zombado de ti, ó Senhor, como os insensatos têm blasfemado o teu nome.19 Não entregues a vida da tua pomba aos animais selvagens; não te esqueças para sempre da vida do teu povo indefeso.20 Dá atenção à tua aliança, porque de antros de violência se enchem os lugares sombrios do país.21 Não deixes que o oprimido se retire humilhado! Faze que o pobre e o necessitado louvem o teu nome.22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como os insensatos zombam de ti sem cessar.23 Não ignores a gritaria dos teus adversários, o crescente tumulto dos teus inimigos.

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