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Salmos 10

IRB20

1 Senhor, por que estás tão longe?

Por que te escondes em tempos de angústia?

2 Na sua arrogância, o ímpio persegue o pobre;

que aquele, porém, seja apanhado em suas próprias tramas.

3 O ímpio se gaba da sua própria cobiça,

e o avarento amaldiçoa10.3 Hebraico: abençoa. Aqui empregado como eufemismo. e insulta o Senhor.

4 Na sua presunção, o ímpio não o busca;

não lugar para Deus em nenhum dos seus planos.

5 Os seus caminhos prosperam sempre;

acima da compreensão dele estão as tuas ordenanças;10.5 Ou os teus julgamentos estão no alto, distantes dele.

ele faz pouco caso de todos os seus adversários.

6 Ele pensa consigo mesmo: "Nada me abalará!

Jamais alguém me fará dano".

7 A sua boca está cheia de maldições, mentiras e ameaças;

debaixo da língua guardam violência e maldade.

8 Fica à espreita perto dos povoados;

em emboscadas mata os inocentes,

procurando às escondidas as suas vítimas.

9 Fica à espreita como o leão no seu esconderijo;

fica à espreita para apanhar o necessitado;

apanha o necessitado e o arrasta na sua rede.

10 Agachado, fica de tocaia;

as suas vítimas caem em seu poder.

11 Pensa consigo mesmo: "Deus se esqueceu;

escondeu o rosto e nunca verá isto".

12 Levanta-te, Senhor!

Ergue a tua mão, ó Deus!

Não te esqueças dos necessitados.

13 Por que o ímpio insulta Deus,

dizendo no seu íntimo: "De nada me pedirás contas!"?

14 Mas tu vês, porque observas a dor e o sofrimento

para tomá-los nas tuas mãos.

A vítima entrega-se a ti;

tu és o auxílio do órfão.

15 Quebra o braço do ímpio e do perverso,

pede contas da sua impiedade

até que dela nada mais se ache.10.15 Ou impiedade; / do contrário, não será descoberta.

16 O Senhor é Rei para todo o sempre!

Da sua terra desaparecerão os outros povos.

17 Tu, Senhor, ouves o desejo dos necessitados;

tu os reanimas e atendes ao seu clamor.

18 Defendes o órfão e o oprimido,

a fim de que o homem, que veio da terra,

não volte a causar terror.

1 O Eterno, perché te ne stai lontano?

Perché ti nascondi in tempo d’angoscia?

2 L’empio nella sua superbia perseguita con furore i poveri;

essi rimangono presi nelle macchinazioni

che gli empi hanno ordite;

3 poiché l’empio si gloria delle brame dell’anima sua,

benedice il rapace e disprezza l’Eterno.

4 L’empio, nell’alterezza della sua faccia,

dice: "L’Eterno non farà inchieste".

Tutti i suoi pensieri sono: "Non c’è Dio!".

5 Le sue vie sono prospere in ogni tempo;

cosa troppo alta per lui sono i tuoi giudizi;

egli soffia contro tutti i suoi nemici.

6 Egli dice nel suo cuore: "Non sarò mai smosso;

d’età in età non m’accadrà male alcuno".

7 La sua bocca è piena di maledizione, di frodi e di oppressione;

sotto la sua lingua c’è malizia e iniquità.

8 Egli sta negli agguati dei villaggi;

uccide l’innocente in luoghi nascosti;

i suoi occhi spiano il misero.

9 Sta in agguato nel suo nascondiglio

come un leone nella sua tana;

sta in agguato per sorprendere l’afflitto;

egli sorprende l’infelice traendolo nella sua rete.

10 Se ne sta quatto e chino,

e gli afflitti sono sopraffatti dalla sua forza.

11 Egli dice in cuor suo: "Dio dimentica,

nasconde la sua faccia, non lo vedrà mai".

12 Ergiti o Eterno! o Dio, alza la mano!

Non dimenticare i mansueti.

13 Perché l’empio disprezza Dio?

perché dice in cuor suo: "Non ne farai ricerca?".

14 Ma tu hai visto; poiché tu osservi i travagli

e le pene per prendere la cosa in mano.

A te si affida il misero;

tu sei colui che aiuta l’orfano.

15 Fiacca il braccio dell’empio,

cerca l’empietà del malvagio finché tu non ne trovi più.

16 L’Eterno è re in eterno;

le nazioni sono state sterminate dalla sua terra.

17 O Eterno, tu esaudisci il desiderio degli umili;

tu fortifichi il loro cuore, inclinerai il tuo orecchio

18 per rendere giustizia all’orfano e all’oppresso,

affinché l’uomo, che è della terra, cessi dall’incutere spavento.

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