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Salmos 69

IRB20

Para o mestre de música. De acordo com a melodia "Lírios". De Davi.

1 Salva-me, ó Deus,

pois as águas subiram até o meu pescoço!

2 Nas profundezas lamacentas eu me afundo;

não tenho onde firmar os pés.

Entrei em águas profundas;

as correntezas me arrastam.

3 Cansei-me de pedir socorro;

a minha garganta se abrasa.

Os meus olhos fraquejam

de tanto esperar pelo meu Deus.

4 Os que sem razão me odeiam

são mais do que os fios de cabelo da minha cabeça;

muitos são, sem motivo, os meus inimigos;

muitos os que procuram destruir-me.

Sou forçado a devolver o que não roubei.

5 Tu bem sabes como fui insensato, ó Deus;

a minha culpa não te é encoberta.

6 Não se decepcionem por minha causa

aqueles que esperam em ti,

ó Senhor, Senhor dos Exércitos!

Não se frustrem por minha causa

os que te buscam, ó Deus de Israel!

7 Pois por amor a ti suporto zombaria,

e a vergonha cobre-me o rosto.

8 Sou um estrangeiro para os meus irmãos

e um estranho até para os filhos da minha mãe.

9 O zelo pela tua casa me consumiu,

e os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim.

10 Até quando choro e jejuo,

tenho que suportar zombaria;

11 quando me visto com pano de saco,

sou objeto de chacota.

12 Os que se assentam à porta zombam de mim,

e sou a canção dos bêbados.

13 Eu, porém, Senhor, no tempo oportuno,

elevo a ti a minha oração;

responde-me, pelo teu grande amor leal, ó Deus,

com a tua salvação infalível!

14 Tira-me do atoleiro,

não me deixes afundar;

liberta-me dos que me odeiam

e das águas profundas.

15 Não permitas que as correntezas me arrastem,

nem que as profundezas me engulam,

nem que a cova feche sobre mim a boca!

16 Responde-me, Senhor, pela bondade do teu amor leal;

pela tua grande misericórdia, volta-te para mim.

17 Não escondas do teu servo a tua face;

responde-me depressa, pois estou em perigo.

18 Aproxima-te e resgata-me;

livra-me por causa dos meus inimigos.

19 Tu bem sabes como sofro zombaria, humilhação e vergonha;

conheces todos os meus adversários.

20 A zombaria partiu-me o coração;

estou em desespero!

Esperei por compaixão, e nada recebi;

por consoladores, e a ninguém encontrei.

21 Puseram fel na minha comida

e para matar-me a sede deram-me vinagre.

22 Que a mesa deles se transforme em laço;

torne-se retribuição e armadilha.69.22 Ou Que até as suas ofertas de comunhão se tornem em armadilha; ou ainda Que até os seus aliados se tornem uma armadilha.

23 Que se lhes escureçam os olhos para que não vejam;

faz-lhes tremer o corpo sem parar.

24 Despeja sobre eles a tua ira;

que o teu furor ardente os alcance.

25 Fique deserto o seu lugar;

não haja ninguém que habite nas suas tendas.

26 Pois perseguem aqueles que tu feres

e comentam a dor daqueles a quem castigas.

27 Acrescenta-lhes pecado sobre pecado;

não os deixes participar da tua salvação.

28 Sejam eles tirados do livro da vida

e não sejam incluídos no rol dos justos.

29 Grande é a minha aflição e a minha dor!

Proteja-me, ó Deus, a tua salvação!

30 Louvarei o nome de Deus com cânticos

e proclamarei a sua grandeza com ações de graças;

31 isso agradará ao Senhor mais do que bois,

mais do que touros com chifres e cascos.

32 Os pobres69.32 Ou humildes. o verão e se alegrarão;

que o coração de vocês que buscam a Deus se reanime!

33 O Senhor ouve os necessitados

e não despreza o seu povo aprisionado.

34 Louvem-no os céus e a terra,

os mares e tudo o que neles se move,

35 pois Deus salvará Sião

e reconstruirá as cidades de Judá.

Então, o povo ali viverá e tomará posse da terra;

36 a descendência dos seus servos a herdará,

e nela habitarão os que amam o seu nome.

1 Per il Maestro del coro. Sopra "I gigli". Di Davide.

Salvami, o Dio,

poiché le acque mi sono giunte fino alla gola.

2 Sono affondato in un pantano profondo,

dove non posso poggiare il piede;

sono giunto in acque profonde e la corrente mi travolge.

3 Sono stanco di gridare, la mia gola è riarsa;

gli occhi mi vengono meno, mentre aspetto il mio Dio.

4 Quelli che mi odiano senza motivo

sono più numerosi dei capelli del mio capo;

sono potenti quelli che vogliono distruggermi

e che a torto mi sono nemici;

ho dovuto restituire perfino quello che non avevo rubato.

5 O Dio, tu conosci la mia follia,

e le mie colpe non ti sono nascoste.

6 Non siano confusi, a causa mia, quelli che sperano in te,

o Signore, Eterno degli eserciti!

Non siano svergognati a causa mia, quelli che ti cercano,

o Dio d’Israele!

7 Per amor tuo io sopporto gli insulti,

la vergogna mi copre la faccia.

8 Sono divenuto un estraneo per i miei fratelli,

e un forestiero per i figli di mia madre.

9 Poiché mi divora lo zelo per la tua casa,

gli insulti di chi ti oltraggia sono caduti su di me.

10 Io ho pianto, ho afflitto l’anima mia con il digiuno,

ma ciò è stato motivo di scherno.

11 Ho indossato un cilicio come vestito,

ma sono diventato il loro zimbello.

12 Quelli che siedono alla porta sparlano di me

e sono deriso dagli ubriaconi.

13 Ma, quanto a me, o Eterno, la mia preghiera si eleva a te

nel tempo accettevole;

o Dio, rispondimi nella grandezza della tua misericordia

e secondo la verità della tua salvezza.

14 Tirami fuori dal pantano, che io non affondi!

Liberami da quelli che mi odiano,

e dalle acque profonde.

15 Non mi sommerga la corrente delle acque,

non mi inghiottisca il gorgo,

e non chiuda il pozzo la sua bocca su di me!

16 Rispondimi, o Eterno, perché la tua grazia è benefica;

volgiti a me secondo la grandezza delle tue compassioni.

17 Non nascondere il tuo volto dal tuo servo,

perché sono in pericolo; affrettati a rispondermi.

18 Avvicinati all’anima mia e redimila;

riscattami a causa dei miei nemici.

19 Tu conosci la mia vergogna, il mio disonore e la mia infamia;

i miei nemici sono tutti davanti a te.

20 L’oltraggio mi ha spezzato il cuore e sono tutto dolente;

ho aspettato chi mi confortasse, ma invano;

ho atteso dei consolatori, ma non ne ho trovati.

21 Anzi mi hanno dato del fiele al posto del cibo,

e, nella mia sete, mi hanno dato da bere dell’aceto.

22 Sia la mensa che sta davanti a loro come un laccio;

e, quando si credono sicuri, sia per loro un tranello!

23 Gli occhi loro si offuschino, e non vedano più,

e indebolisci continuamente i loro fianchi.

24 Riversa su di loro la tua ira,

e li colga l’ardore del tuo furore.

25 La loro dimora sia desolata,

nessuno abiti nelle loro tende.

26 Poiché perseguitano colui che hai percosso,

e si raccontano i dolori di quelli che tu hai ferito.

27 Aggiungi iniquità alla loro iniquità,

e non abbiano parte alcuna nella tua giustizia.

28 Siano cancellati dal libro della vita

e non siano iscritti con i giusti.

29 Quanto a me, io sono misero e addolorato;

il tuo soccorso, o Dio, mi porti in salvo.

30 Io celebrerò il nome di Dio con un canto,

e lo esalterò con le mie lodi.

31 All’Eterno ciò sarà accettevole più di un bue,

più di un giovenco con corna e unghie.

32 I mansueti lo vedranno e si rallegreranno;

o voi che cercate Dio, il vostro cuore riviva!

33 Poiché l’Eterno ascolta i bisognosi,

e non disprezza i suoi prigionieri.

34 Lo lodino i cieli e la terra,

i mari e tutto ciò che si muove in essi!

35 Poiché Dio salverà Sion, e ricostruirà le città di Giuda;

il suo popolo abiterà in Sion e la possederà.

36 Anche la discendenza dei suoi servitori l’avrà in eredità,

e quelli che amano il suo nome vi abiteranno.

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