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Salmos 78

IRB20

Masquil # 78.0 Título: provavelmente uma indicação musical ou literária. de Asafe.

1 Povo meu, escute a minha instrução;

incline os ouvidos às palavras da minha boca.

2 Em parábolas abrirei a minha boca;

proferirei enigmas do passado

3 coisas que ouvimos e aprendemos

e que os nossos pais nos contaram.

4 Não as esconderemos dos nossos filhos;

contaremos à próxima geração

os louváveis feitos do Senhor,

o seu poder e as maravilhas que fez.

5 Ele estabeleceu um testemunho para Jacó

e em Israel estabeleceu a lei;

ordenou aos nossos antepassados

que os ensinassem aos seus filhos,

6 para que a geração seguinte os conhecesse,

e também os filhos que haveriam de nascer,

e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos.

7 Assim, eles poriam a confiança em Deus;

não se esqueceriam dos seus feitos

e obedeceriam aos seus mandamentos.

8 Não seriam como os seus antepassados,

geração obstinada e rebelde,

povo de coração inconstante,

cujo espírito não se manteve fiel a Deus.

9 Os homens de Efraim, flecheiros armados,

viraram as costas no dia da batalha;

10 não guardaram a aliança de Deus

e se recusaram a viver de acordo com a sua lei.

11 Esqueceram-se do que ele tinha feito,

das maravilhas que lhes havia mostrado,

12 dos milagres que fez diante dos seus antepassados

na terra do Egito, na região de Zoã.

13 Dividiu o mar para que pudessem passar;

fez a água erguer-se como uma parede.

14 Ele os guiou com a nuvem de dia

e com a luz do fogo de noite.

15 Fendeu as rochas no deserto

e deu-lhes tanta água como a que flui das profundezas;

16 da rocha fez brotar regatos

e fluir água como um rio.

17 Mas contra ele continuaram a pecar,

revoltando-se no deserto contra o Altíssimo.

18 Deliberadamente puseram Deus à prova,

exigindo o que desejavam comer.

19 Duvidaram de Deus, dizendo:

"Poderá Deus preparar uma mesa no deserto?

20 Quando ele feriu a rocha,

a água brotou e jorrou em torrentes.

Conseguirá, porém, dar-nos também de comer?

Poderá suprir de carne o seu povo?".

21 O Senhor os ouviu e enfureceu-se;

com fogo atacou Jacó,

e a sua ira levantou-se contra Israel,

22 pois eles não creram em Deus

nem confiaram no seu poder salvador.

23 Contudo, ele deu ordens às nuvens

e abriu as portas dos céus;

24 fez chover maná para que o povo comesse,

deu-lhe o trigo dos céus.

25 Os homens comeram o pão dos anjos;

ele enviou-lhes comida até saciá-los.

26 Enviou dos céus o vento leste

e pelo seu poder fez avançar o vento sul.

27 Fez chover sobre eles carne feito ,

bandos de aves como a areia da praia.

28 Levou-as a cair dentro do acampamento,

ao redor das suas tendas.

29 Comeram à vontade,

e assim ele satisfez o desejo deles.

30 Contudo, antes de saciarem o apetite,

quando ainda tinham a comida na boca,

31 acendeu-se contra eles a ira de Deus;

ele feriu de morte os mais fortes entre eles,

matando os jovens de Israel.

32 A despeito disso tudo, continuaram pecando;

não creram nos seus prodígios.

33 Por isso, Deus encerrou os dias deles como um sopro;

os seus anos, em repentino pavor.

34 Sempre que os feria de morte, eles o buscavam;

com fervor se voltavam de novo para ele.

35 Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha,

de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor.

36 Com a boca o adulavam,

com a língua o enganavam,

37 mas o coração deles não era sincero;

não foram fiéis à sua aliança.

38 Contudo, ele foi compassivo;

perdoou-lhes as maldades e não os destruiu.

Vez após vez conteve a sua ira

sem despertá-la totalmente.

39 Lembrou-se de que eram meros mortais,

brisa passageira que não retorna.

40 Quantas vezes mostraram-se rebeldes contra ele no deserto

e o entristeceram na terra desolada!

41 Repetidas vezes puseram Deus à prova;

irritaram o Santo de Israel.

42 Não se lembraram da sua mão poderosa,

do dia em que os redimiu do opressor,

43 do dia em que mostrou os seus prodígios no Egito,

as suas maravilhas na região de Zoã,

44 quando transformou os rios e os riachos dos egípcios em sangue,

para que eles não pudessem beber das suas águas;

45 quando enviou enxames de moscas que os devoraram

e rãs que os devastaram;

46 quando entregou as suas plantações às larvas

e a produção da terra aos gafanhotos;

47 quando destruiu as suas vinhas com o granizo

e as suas figueiras bravas com a geada;

48 quando entregou o gado deles ao granizo

e os seus rebanhos aos raios;

49 quando os atingiu com a sua ira ardente,

com furor, indignação e hostilidade,

com um exército de anjos destruidores.

50 Abriu caminho para a sua ira;

não os poupou da morte,

mas entregou-os à peste.

51 Matou todos os primogênitos do Egito,

as primícias do vigor varonil nas tendas de Cam.

52 Tirou, porém, o seu povo como ovelhas

e o conduziu feito um rebanho pelo deserto.

53 Ele os guiou em segurança, e não tiveram medo;

os seus inimigos afundaram-se no mar.

54 Assim os trouxe à fronteira da sua terra santa,

aos montes que a sua mão direita conquistou.

55 Expulsou nações que estavam,

cujas terras distribuiu entre eles por herança;

deu as suas tendas às tribos de Israel para que nelas habitassem.

56 Eles, porém, puseram à prova

o Deus Altíssimo e se rebelaram contra ele;

não guardaram os seus testemunhos.

57 Foram desleais e infiéis, como os seus antepassados,

tão imprecisos como um arco defeituoso.

58 Eles o irritaram com os santuários locais;

com os seus ídolos lhe provocaram ciúmes.

59 Quando soube disso, Deus se enfureceu

e rejeitou totalmente Israel;

60 abandonou o tabernáculo de Siló,

a tenda onde habitava entre os homens.

61 Entregou o símbolo do seu poder ao cativeiro

e o seu esplendor nas mãos do adversário.

62 Deixou que o seu povo fosse morto à espada,

pois enfureceu-se com a sua herança.

63 O fogo consumiu os seus jovens,

e as suas moças não tiveram canções de núpcias.

64 Os sacerdotes foram mortos à espada!

As viúvas nem podiam chorar.

65 Então, o Senhor despertou como que de um sono,

como um guerreiro se desperta do domínio do vinho.

66 Fez retroceder a golpes os seus adversários

e os entregou a permanente humilhação.

67 Também rejeitou as tendas de José

e não escolheu a tribo de Efraim;

68 ao contrário, escolheu a tribo de Judá

e o monte Sião, ao qual amou.

69 Construiu o seu santuário como as alturas;

como a terra, firmou-o para sempre.

70 Escolheu o seu servo Davi

e o tirou do aprisco das ovelhas,

71 do pastoreio de ovelhas,

para ser o pastor de Jacó, o seu povo,

e de Israel, a sua herança.

72 De coração íntegro Davi os pastoreou;

com mãos habilidosas os conduziu.

1 Cantico di Asaf.

Ascolta, popolo mio, il mio insegnamento;

porgi orecchio alle parole della mia bocca!

2 Io aprirò la mia bocca in parabole,

esporrò i misteri dei tempi antichi.

3 Quel che abbiamo udito e conosciuto,

e che i nostri padri ci hanno raccontato,

4 non lo nasconderemo ai loro figli;

diremo alla generazione futura le lodi dell’Eterno,

la sua potenza e le meraviglie che egli ha operato.

5 Egli stabilì una testimonianza in Giacobbe,

e pose una legge in Israele,

che egli ordinò ai nostri padri

di far conoscere ai loro figli,

6 perché fossero note alla generazione futura,

ai figli che sarebbero nati,

i quali, a loro volta, le avrebbero raccontate ai loro figli,

7 perché ponessero in Dio la loro speranza

e non dimenticassero le opere di Dio,

ma osservassero i suoi comandamenti;

8 e non fossero come i loro padri,

una generazione caparbia e ribelle,

una generazione dal cuore incostante,

e il cui spirito non fu fedele a Dio.

9 I figli di Efraim, gente di guerra, buoni arcieri,

voltarono le spalle il giorno della battaglia.

10 Non osservarono il patto di Dio

e rifiutarono di camminare secondo la sua legge;

11 dimenticarono le sue opere

e i prodigi che aveva mostrati loro.

12 Egli aveva compiuto meraviglie in presenza dei loro padri,

nel paese d’Egitto, nelle campagne di Soan.

13 Divise il mare e li fece passare,

e fermò le acque come in un mucchio.

14 Di giorno li guidò con una nuvola

e per tutta la notte con una luce di fuoco.

15 Fendé le rocce nel deserto

e li dissetò copiosamente, come da sorgenti profonde.

16 Fece scaturire ruscelli dalla roccia

e ne fece scendere dell’acqua come dei fiumi.

17 Ma essi continuarono a peccare contro di lui,

a ribellarsi contro l’Altissimo, nel deserto;

18 tentarono Dio in cuor loro,

chiedendo cibo secondo le proprie voglie.

19 Parlarono contro Dio, dicendo:

"Potrebbe Dio imbandirci una mensa nel deserto?

20 Ecco, egli percosse la roccia e ne scaturì acqua,

ne traboccarono torrenti;

potrebbe darci anche del pane

e provvedere carne per il suo popolo?".

21 Perciò l’Eterno, avendoli uditi, si adirò aspramente,

e un fuoco si accese contro Giacobbe,

e l’ira sua si infuriò contro Israele,

22 perché non avevano creduto in Dio,

avevano avuto fiducia nella sua salvezza.

23 Eppure egli comandò alle nuvole di sopra,

e aprì le porte del cielo,

24 fece piovere su loro manna come cibo

e diede loro il frumento del cielo.

25 L’uomo mangiò del pane dei potenti;

egli mandò loro del cibo a sazietà.

26 Fece alzare in cielo il vento orientale

e con la sua potenza scatenò il vento del mezzogiorno;

27 fece piovere su loro carne come polvere,

degli uccelli alati, numerosi come la sabbia del mare;

28 li fece cadere in mezzo al loro campo,

tutt’intorno alle loro tende.

29 Così essi mangiarono e furono saziati,

e Dio mandò loro quel che avevano bramato.

30 La loro avidità non era ancora stata soddisfatta,

avevano ancora il cibo in bocca,

31 quando l’ira di Dio si scatenò contro di loro,

ne uccise i più vigorosi e abbatté i giovani d’Israele.

32 A dispetto di tutto ciò peccarono ancora,

e non credettero alle sue meraviglie.

33 Perciò egli consumò i loro giorni in un niente

e i loro anni con un terrore improvviso.

34 Quando li faceva perire, essi lo ricercavano

e ritornavano desiderosi di ritrovare Dio;

35 e si ricordavano che Dio era la loro rocca,

e il Dio altissimo il loro redentore.

36 Essi però lo lusingavano con la bocca

e gli mentivano con la lingua.

37 Il loro cuore non era sincero con lui,

e non erano fedeli al suo patto.

38 Ma egli, che è pietoso, che perdona l’iniquità

e non distrugge il peccatore,

più volte trattenne la sua ira

e non lasciò divampare tutto il suo furore.

39 Egli si ricordò che essi erano carne,

un fiato che passa e non ritorna.

40 Quante volte si ribellarono a lui nel deserto

e lo rattristarono in quella solitudine!

41 Ricominciarono a tentare Dio

e a provocare il Santo d’Israele.

42 Non si ricordarono più della sua mano,

del giorno in cui egli li liberò dal nemico,

43 quando operò i suoi miracoli in Egitto,

e i suoi prodigi nelle campagne di Soan.

44 Egli mutò i loro fiumi e i loro ruscelli in sangue,

perché non vi potessero più bere.

45 Mandò contro di loro mosche velenose per divorarli

e rane per distruggerli.

46 Diede il loro raccolto ai bruchi

e la loro fatica alle locuste.

47 Distrusse le loro vigne con la grandine

e i loro sicomori con i grossi chicchi d’essa.

48 Abbandonò il loro bestiame alla grandine

e le loro greggi ai fulmini.

49 Scatenò su di loro la sua ira ardente,

collera, indignazione e tribolazione,

una schiera di messaggeri di sventure.

50 Dette libero corso alla sua ira;

non preservò dalla morte la loro anima,

ma abbandonò la loro vita alla peste.

51 Percosse tutti i primogeniti d’Egitto,

le primizie del vigore nelle tende di Cam;

52 ma fece partire il suo popolo come un gregge

e lo condusse attraverso il deserto come una mandria.

53 Li condusse sicuri e senza paura;

mentre il mare inghiottiva i loro nemici.

54 Li fece arrivare alla sua terra santa,

alla montagna che la sua destra aveva conquistato.

55 Scacciò le nazioni davanti a loro,

assegnò loro a sorte il paese come eredità,

e fece abitare le tribù d’Israele nelle loro tende.

56 Nondimeno tentarono il Dio altissimo,

si ribellarono e non osservarono le sue testimonianze.

57 Si trassero indietro e furono sleali come i loro padri;

si rivoltarono come un arco fallace;

58 lo provocarono a ira con i loro alti luoghi,

lo mossero a gelosia con i loro idoli.

59 Dio udì, si adirò

e prese Israele in grande avversione;

60 abbandonò il tabernacolo di Silo,

la tenda in cui aveva abitato fra gli uomini;

61 lasciò condurre la sua forza in schiavitù

e lasciò cadere la sua gloria in mano al nemico.

62 Abbandonò il suo popolo alla spada

e si adirò contro la sua eredità.

63 Il fuoco consumò i loro giovani

e le loro vergini non ebbero canto nuziale.

64 I loro sacerdoti caddero di spada

e le loro vedove non fecero lamento.

65 Poi il Signore si risvegliò come dal sonno,

simile a un prode che grida eccitato dal vino.

66 Colpì i suoi nemici alle spalle,

li coprì di eterna vergogna.

67 Ripudiò la tenda di Giuseppe,

non scelse la tribù di Efraim;

68 ma elesse la tribù di Giuda,

il monte di Sion che egli amava.

69 Costruì il suo santuario come i luoghi altissimi,

come la terra che egli ha fondata per sempre.

70 Scelse Davide, suo servo,

lo prese dagli ovili,

71 dalle pecore che allattavano,

per pascere Giacobbe, suo popolo, e Israele, sua eredità.

72 Egli li pasturò secondo l’integrità del suo cuore

e li guidò con mano sapiente.

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